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Como IoT e IA podem ajudar empresas a reduzir o consumo de energia

O crescimento da capacidade computacional é inevitável. O diferencial competitivo estará na capacidade das empresas de consumir apenas os recursos necessários, transformar dados em decisões e medir continuamente os resultados obtidos

17/09/2026Por Daniel Calero

Como IoT e IA podem ajudar empresas a reduzir o consumo de energia
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A rápida expansão da inteligência artificial e da digitalização está aumentando a demanda por capacidade computacional e colocando a eficiência energética no centro das estratégias de tecnologia. Segundo o Gartner, o consumo mundial de eletricidade por data centers deve crescer 26% em 2026, passando de 447 terawatts-hora (TWh), em 2025, para 565 TWh neste ano. Até 2030, a projeção supera 1.200 TWh.

Esse cenário exige que projetos de Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e dados sejam planejados a partir de problemas concretos da operação. Embora também consumam energia, essas tecnologias podem reduzir desperdícios, antecipar falhas e melhorar o uso de equipamentos e recursos quando estão conectadas a decisões de negócio.

Sustentabilidade digital não significa usar menos tecnologia. Significa usar tecnologia para consumir menos recursos, reduzir desperdícios e apoiar decisões melhores. O ponto de partida nunca é a tecnologia, mas o problema que a empresa precisa resolver.

Na prática, dispositivos conectados podem monitorar o consumo de energia de uma planta industrial, identificar vazamentos em redes de água, acompanhar as condições de máquinas ou mapear a movimentação de uma frota. Os dados coletados alimentam modelos capazes de identificar sinais que antecedem falhas, permitindo que a empresa atue antes que ocorram paralisações, perdas produtivas ou aumento de custos. Isso melhora o planejamento da manutenção e amplia a disponibilidade dos ativos

Em projetos conduzidos pela Tivit, a aplicação combinada de IoT, dados e modelos analíticos já permitiu reduzir em até 25% o consumo de energia em operações de clientes, por meio do monitoramento contínuo de ativos e da otimização do uso de equipamentos.

Instalar sensores é relativamente simples. O desafio está em transformar informação em decisão. Quando isso não acontece, a empresa apenas aumenta o volume de dados e o consumo de infraestrutura sem gerar valor para o negócio.

Os maiores ganhos costumam aparecer em setores intensivos em ativos físicos e recursos naturais, como energia, saneamento, indústria, mineração, óleo e gás, agronegócio, logística e transporte. Nesses segmentos, pequenas melhorias no funcionamento de equipamentos, na manutenção ou na definição de rotas podem representar impactos relevantes sobre custos e produtividade.

A eficiência da própria infraestrutura de tecnologia também faz parte dessa equação. Ambientes em nuvem capazes de ajustar automaticamente sua capacidade conforme a demanda evitam recursos ociosos e reduzem o consumo de energia. Somados a equipamentos mais eficientes, sistemas modernos de refrigeração e ao uso crescente de fontes renováveis, esses avanços ajudam a diminuir o impacto ambiental da infraestrutura digital sem comprometer o desempenho das operações.

No Brasil, projeção da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indica que a carga associada a data centers na Rede Básica do Sistema Interligado Nacional deve passar de 304 MW médios em 2026 para 3.457 MW médios em 2030.

O crescimento da capacidade computacional é inevitável. O diferencial competitivo estará na capacidade das empresas de consumir apenas os recursos necessários, transformar dados em decisões e medir continuamente os resultados obtidos. É isso que torna a sustentabilidade digital uma estratégia de negócio, e não apenas uma iniciativa de tecnologia.

Daniel Calero é diretor de figital, dados e inteligência artificial da Tivit

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#AI#dados#data center#eletricidade#energia#IA#IoT

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