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21/09/2026Por Ricardo Marques da Silva23/09/2026Por Ricardo Marques da Silva

Desde que Dario Amodei publicou um ensaio em 12 setembro afirmando que a inteligência artificial está prestes a sair do controle humano, o tema repercutiu em todo o mundo e levou o CEO da Anthropic ao centro de uma discussão intensa a respeito da necessidade de desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Entre os líderes que apoiaram a iniciativa estava Sam Altman, CEO da OpenAI.
Porém, apenas dez dias depois, as duas principais empresas norte-americanas de desenvolvimento de IA generativa lançaram mais três modelos avançados, aparentemente para enfrentar a concorrência chinesa, o que provocou reações que variaram entre “hipocrisia”, “falsidade” e “contradição”. Em geral, ficou esta pergunta: por que os dois líderes pregaram a necessidade de interromper o desenvolvimento da IA se suas empresas já tinham novos modelos prontinhos para chegar ao mercado?
Tanto a OpenAI quanto a Anthropic destacaram a segurança e os preços mais baixos das IAs lançadas na terça-feira, dia 22. As novidades da OpenAI são as versões GPT-6 Sol e GPT-6 Luna, descritas como “mais maneiras de incorporar informações de ponta ao seu trabalho diário”.
Segundo a empresa de Altman, esses modelos ajudam a distribuir os benefícios da inteligência e ampliam a fronteira da eficiência de custos. “Treinamos o GPT-6 Sol e o Luna com métodos semelhantes aos do GPT-6 Astra, trazendo os avanços por trás do desempenho de ponta do Astra em trabalho profissional, factualidade, codificação, uso de computadores e alinhamento para modelos mais rápidos e acessíveis”, afirmou.
Por sua vez, a Anthropic apresentou o Claude Opus 5.5, que “oferece desempenho equivalente ao do Claude Fable 5.1 na maioria das tarefas e tem um custo operacional 40% menor que o do Opus 5”, de acordo com comunicado da companhia. Em relação às segurança, a Anthropic disse que o modelo “é muito menos propenso a tomar ações difíceis de reverter ou a agir fora dos limites definidos, e é mais resistente do que o Opus 5 à injeção de comandos”.
Contudo, assim como ocorreu com a OpenAI, a Anthropic destacou que o Opus 5.5 requer menos capacidade computacional do que o Opus 5, o que proporciona um custo 40% menor do que o do antecessor nas utilizações típicas. O preço é de US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de tokens de saída. A leitura de cache, que representa a maior parte dos custos em tarefas de agentes de IA e programação, passa a custar US$ 0,20 por milhão de tokens, uma redução de 60% na comparação com o Opus 5.
Depois de todo o barulho provocado pelo artigo de Dario Amodei, o lançamento dos três modelos se caracterizou pelo destaque dado aos preços mais baixos, o que confirma a ideia de que o importante é enfrentar a pressão das empresas que oferecem modelos mais baratos e de código aberto, como as chinesas DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI. Ou seja, apesar dos riscos de perda do controle da IA, em primeiro lugar está mesmo o lucro.
#Anthropic#concorrência chinesa#IA generativa#modelos de IA#open AI

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