Estado da Flórida processa OpenAI por insegurança do ChatGPT
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02/06/202626/06/2026Por Ricardo Marques

Um processo julgado no tribunal do condado de Wandsworth, na Inglaterra, está sendo apontado como o primeiro na história a ser vencido por meio de um trabalho jurídico feito por inteligência artificial. A ação foi movida pela consultora de RH Tamires Camal Taquidir, que contratou o escritório de advocacia Garfield AI para receber uma dívida não paga de 7 mil libras, equivalentes a cerca de R$ 48 mil, e viu seu pedido ser aprovado em um julgamento que durou três horas.
O caso logo repercutiu no meio jurídico e na imprensa, pelo seu caráter pioneiro. O cofundador da Garfield, Philip Young, o chamou de um “momento histórico” para o acesso à justiça e disse que muitas empresas de pequeno porte costumam desistir de dívidas porque o custo do litígio às vezes é maior do que o dinheiro que receberiam depois do julgamento.
Ao jornal The Guardian, Tamires Taquidir explicou: ”Eu tinha direito ao dinheiro por um trabalho que fiz, mas o processo para recuperá-lo parecia muito estressante, caro e demorado. O escritório Garfield tornou possível que eu desse prosseguimento ao processo e continuasse. Quando a contestação foi apresentada, a intenção era me intimidar, mas eu sabia que tinha apoio acessível, econômico e competente e estou muito satisfeita com o resultado”.
O escritório de advocacia Garfield AI é um dos primeiros no Reino Unido a se especializar em inteligência artificial e aceita causas de recuperação de dívidas que não excedam o valor de 10 mil libras (aproximadamente R$ 68 mil). De acordo com Philip Young, no processo movido por Tamires Taquidir, as ferramentas de IA foram usadas em todo o trabalho jurídico que antecedeu o julgamento. A equipe preparou quatro depoimentos de testemunhas e um conjunto de documentos, e o advogado Dominic Li representou a cliente no tribunal.
Ele destacou que, embora a IA tenha dado uma ajuda importante, a atuação jurídica no julgamento “permaneceu fundamentalmente humana”. A reportagem do Guardian também lembrou que a IA tem sido responsável por “uma série de gafes de alto perfil que abalou a advocacia britânica”. Em maio, por exemplo, houve denúncias de que um grande escritório teria induzido um tribunal a erro duas vezes, por causa de resultados de buscas equivocados, gerados por um sistema interno de IA.
#inteligência artificial#processo judicial#recuperação de dívidas

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