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03/04/202529/06/2023
Por Daniel dos Santos, editor do AIoT Brasil
Professor de neurociência da Duke University, fundador do Duke’s Center for Neuroengineering e diretor científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, o brasileiro Miguel Nicolelis é uma referência mundial quando o assunto é neurociência.
Durante o painel “Deuses e monstros da inteligência artificial”, realizado hoje (29/06) como parte das atividades do evento Universo Totvs, o especialista falou sobre os impactos dos avanços tecnológicos na saúde mental das pessoas e fez um alerta:
“O risco de alterarmos o processo evolucional do nosso cérebro é real”, afirmou o especialista, citando Joseph Weizenbaum, do MIT (criador de Eliza, o primeiro robô de conversação) que foi um dos pioneiros na comparação entre o poder computacional e o raciocínio da mente e já clamava pela regulamentação do uso da automação.
Questionado se nossa criatura (a inteligência artificial) representa um risco existencial para nossa espécie, o especialista (que entre outros feitos foi responsável pelo exoesqueleto utilizado na abertura da Copa do Mundo do Brasil para que um paraplégico desse o pontapé inicial do torneio) foi categórico.
“O risco de nosso cérebro começar a perder atributos e faculdades intelectuais que são fundamentais para otimizar a nossa existência, nosso relacionamento social, a gente conseguir combater ideias conflitantes sem matar o outro, conseguir entender que as pessoas são diferentes, tudo isso, se essa perda cognitiva intelectual for acentuada, nós temos um risco existencial, sem dúvida”, explicou.
“E mais do que isso, a transformação da mente humana no sistema digital talvez seja o maior risco existencial que nós enfrentaremos na nossa vida, e nossos filhos e netos”, completou.
Nicolelis citou como exemplo um estudo feito há alguns anos com motoristas de táxi de Londres, que são submetidos a um exame exigente, sem o uso de apps de navegação. Pois esses motoristas “tradicionais” têm um aumento em uma região do cérebro chamado hipocampo, que é responsável pela navegação espacial.
Já um estudo recente feito com motoristas mais jovens, que usam aplicativos de GPS como Waze, também em Londres, que mostra que essa nova geração de motoristas tem dificuldades no exame para serem motoristas de táxi. A hipótese dos pesquisadores é de que tenha havido uma regressão no cérebro dos motoristas, por conta da falta de uso dessa função da memória.
“Não podemos perder o pé e esquecer quem nós somos e de onde nós viemos, nós somo seres humanos, a tecnologia é uma ferramenta criada pela mente humana, a criatura jamais irá superar o criador, essa linha tênue não pode ser esquecida”, completa Nicolelis.
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