MCTI faz parceria com empresa chinesa para desenvolver IA
Iniciativa do governo amplia a cooperação internacional e apoia o desenvolvimento de tecnologias adaptadas ao contexto brasileiro
14/04/202618/12/2025

Por Ricardo Marques da Silva
O Brasil é o vice-líder mundial no uso de ferramentas de IA generativa, depois apenas da Índia, de acordo com um estudo global feito em parceria pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a empresa de redes e segurança Cisco. Além disso, os brasileiros estão entre os que mais confiam na IA, e 41,4% dos entrevistados disseram ter feito algum tipo de qualificação relacionada à tecnologia nos últimos doze meses, para o desenvolvimento de novas habilidades.
A pesquisa ouviu mais de 14 mil pessoas de 14 países, que responderam a 20 perguntas a respeito de como usam a IA generativa e a internet, confirmando-se que a adoção mais intensiva ocorre nas regiões emergentes da Ásia e da América Latina, com a Índia no topo desse ranking, com 64,4% de adesão, seguindo-se o Brasil, com 51,6%, e depois a África do Sul e o México. Nesses países também estão os usuários que registram índices mais elevados de engajamento e confiança na tecnologia.
Na outra ponta, a Europa é o continente com o menor registro de uso regular de IA generativa – na Alemanha, por exemplo, o índice não passa de 19%. Em relação ao tempo gasto no celular, os países emergentes também lideram e, no Brasil, 48% dos entrevistados disseram que ficam mais de cinco horas por dia atentos à tela, o que foi associado à diminuição do bem-estar e à menor satisfação com a vida.
Globalmente, a pesquisa mostrou que os jovens adultos, com menos de 35 anos, compõem a faixa etária que mais consome conteúdo digital. Pessoas com mais de 45 anos tendem a ver a IA como menos útil, e mais da metade dos entrevistados dessa faixa de idade afirmaram que não a utilizam.
Nos países em que as pessoas mais usam IA generativa, como o Brasil, a busca mais comum é por atividades de lazer. Ao mesmo tempo, esses usuários revelam uma dependência mais acentuada da socialização digital e passam por oscilações emocionais mais sensíveis, na comparação com a maioria dos demais países.
A pesquisa está diretamente relacionada à criação do Digital Well-being Hub, uma colaboração da Cisco com a OCDE com o objetivo de analisar a relação entre as tecnologias digitais e o bem-estar individual. “O bem-estar digital não é uma única coisa. É multifacetado e interconectado, exigindo uma compreensão holística para navegar responsavelmente na era da IA e além. Mas nunca examinamos completamente o impacto da tecnologia em nosso bem-estar em vários aspectos da vida cotidiana, como educação, saúde e empregos”, disse Guy Dietrich, diretor de inovação da Cisco.
#bem-estar digital#conteúdo digital#IA generativa#tempo de tela

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