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*Imagem: Reprodução Neuralink

Por redação AIoT Brasil

Elon Musk é hoje, provavelmente, a personagem mais midiática e de maior impacto no universo tecnológico mundial. Com nacionalidade sul-africana, canadense e norte-americana, ele constrói carros elétricos revolucionários com a Tesla Motors, lança foguetes com a SpaceX, criou a Open AI e ainda encontra tempo para se envolver em inúmeros projetos pioneiros, um dos quais é a Neuralink, uma organização anglo-americana que ele fundou em 2016 em São Francisco com a intenção nada modesta de desenvolver uma interface entre o cérebro humano e o computador. Depois de testes feitos com cobaias, a tecnologia pode ser experimentada em humanos ainda neste ano.

Em abril, alguns veículos de imprensa internacionais, como o Yahoo News, publicaram uma conversa em uma rede social entre Musk e um homem que ficou paralítico em um acidente de carro. O homem perguntou quando a tecnologia estaria disponível e Musk respondeu: “A Neuralink está trabalhando arduamente para garantir a segurança do implante e está em estreita comunicação com a Food and Drug Administration (FDA). Se as coisas correrem bem, poderemos fazer testes iniciais em humanos ainda neste ano”.

Seria um feito impressionante. O teste envolveria a implantação de um chip em um cérebro humano para que seja possível “ler” a atividade da mente e, segundo Musk, permitir que as pessoas “se fundam” com a inteligência artificial. Os cientistas da Neuralink já desenvolveram um minúsculo implante com mais de 3 mil eletrodos, presos a fios flexíveis medindo cerca de um décimo do tamanho de um fio de cabelo, capaz de monitorar cerca de 1 mil neurônios.

A tecnologia foi testada com sucesso em ratos e, recentemente, Musk publicou um vídeo em que um macaco, supostamente com um implante da Neuralink no cérebro, joga o videogame Pong usando a mente. Segundo a empresa, o objetivo é aprender a lidar com lesões cerebrais e espinhais para que, um dia, seja possível tratar doenças como Alzheimer e Parkinson. “Com o tempo, acho que veremos uma fusão mais próxima da inteligência biológica com a inteligência digital”, disse Musk.

“Colocamos eletrodos perto dos neurônios para detectar potenciais de ação”, afirma o site oficial da Neuralink. “A gravação de muitos neurônios nos permite decodificar as informações representadas por essas células. Nas áreas do cérebro relacionadas ao movimento, por exemplo, os neurônios representam os movimentos pretendidos. Estamos projetando o primeiro implante neural que permitirá que você controle um computador ou um dispositivo móvel”, acrescenta a empresa.

Exagero ou não, o fato é que o projeto tem recebido alguns endossos importantes. No ano passado a Universidade de Oxford publicou um artigo em que afirma que a tecnologia Neurolink oferece “uma espécie de simbiose com a inteligência artificial” que pode melhorar significativamente a atividade do cérebro humano. E completou: “Se você acha que este parece o cenário perfeito para uma distopia de Black Mirror, você não está sozinho (…) Elon Musk está sendo ambicioso demais com essa missão revolucionária? Se não podemos derrotar a IA, qual é a melhor opção para se juntar a ela? Dada a aceleração exponencial da tecnologia, as perspectivas de tal dispositivo são infinitas”.

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