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02/10/2026Por Ricardo Marques da Silva14/10/2026Por Ricardo Marques da Silva

“Projetado para resolver seus problemas mais difíceis”: foi assim que o Google definiu seu novo modelo de IA Gemini 4 Argon, lançado ontem, dia 13, e disponível globalmente para desenvolvedores, cientistas e empresas por meio da API no AI Studio e na plataforma Gemini e para assinantes do Google AI Ultra e Pro. O preço promocional de lançamento é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, com tokens de entrada em cache com 95% de desconto.
Em um comunicado publicado no seu blog, o Google disse que o Argon se destaca no processamento profundo de tarefas complexas do mundo real em áreas como programação, finanças, direito, segurança cibernética e ciência. “Sua profundidade e sua precisão em tarefas com várias etapas fazem com que o Argon supere outros modelos de ponta em benchmarks, alcançando o primeiro lugar no Índice Vals, que mede o desempenho de modelos em setores econômicos críticos”, afirmou.
Entre os alvos preferenciais do novo Gemini estão os participantes do Programa Fairwind, do Google, que oferece a parceiros prioritários, como governos, prestadores de serviços de saúde e empresas de telecomunicações, acesso antecipado a modelos avançados que ajudam a construir defesas mais eficazes, antes do surgimento das ameaças. Os profissionais de segurança cibernética aprovados no Fairwind receberão uma versão do Argon sem as suas proteções básicas.
Equipes do Google em empresas e na comunidade de pesquisa já estão usando o Argon para gerar um impacto significativo na solução de grandes problemas de engenharia, como refatoração e otimizações de grandes bases de código, e na otimização de fluxos de trabalho empresariais em áreas como direito, finanças e ciência. O modelo também está sendo aplicado para encontrar e corrigir vulnerabilidades críticas de cibersegurança e possibilitar avanços inovadores em computação quântica, fusão nuclear e ciências da vida.
De acordo com a Reuters, entre as primeiras empresas e organizações a testar o Argon estão a Deloitte, a LexisNexis, a Ambience Healthcare e a Isomorphic Labs. “O lançamento ocorre depois de um período conturbado nos esforços de IA do Google. A empresa anunciou em setembro que não planejava mais lançar o Gemini 3.5 Pro, que segundo o CEO Sundar Pichai seria lançado em junho. A DeepMind também passou por uma reformulação após o cofundador e CEO do laboratório de IA, Demis Hassabis, se afastar do cargo e vários líderes de seu modelo Gemini deixarem a empresa”, acrescentou a agência de notícias.
O Google destacou que o Gemini Argon foi usado no projeto Antigravity e conseguiu aumentar o envio de código para agentes em mais de 35%, além de reduzir em quase um terço as reversões de código. “O Argon trabalha por mais tempo e com mais afinco para resolver problemas científicos, de programação e de agentes altamente complexos”, acrescentou a empresa.
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