Xiaomi investirá mais de R$ 43 bilhões em IA
Só no primeiro semestre de 2026, a empresa já investiu R$ 11 bilhões nessa tecnologia; a informação foi divulgada durante o lançamento no Brasil do smartphone 17T
26/06/2026Por Redação21/07/2025

*Foto: Dream Town, em Hangzhou/Reprodução governo da China
Por redação Ricardo Marques da Silva
Em Hangzhou, capital da província de Zhejiang, a Dream Town respira tecnologia de ponta e representa um símbolo da decisão da China de se tornar uma superpotência em inteligência artificial e reduzir a distância que a separa dos Estados Unidos nesse mercado. Nesse bairro fica a Cidade da Ciência e da Tecnologia, que abriga, por exemplo, a Vila da Internet, a Vila dos Anjos, o Mercado de Empreendedores e a Rua do Empreendedorismo, assim como os parques do Comércio Eletrônico e as vilas da IoT, da Internet Automotiva e dos Jogos para Celulares.
No plano de ação de Hangzhou para 2025, criado para acelerar o desenvolvimento de seu ecossistema de inovação em IA e divulgado em 4 de junho, estão incluídas 17 iniciativas e 20 políticas de apoio que abrangem computação inteligente, indústria e cenários de aplicação. Até o final deste ano, Hangzhou vai criar um fundo de 100 bilhões de yuans (cerca de US$ 14 bilhões) para a indústria de IA e apoiar avanços em modelos de IA fundamentais para a indústria. Além disso, a cidade soma mais de 3 mil projetos empreendedores e possui 57 plataformas de incubação.
Hangzhou também abriga a Alibaba e a DeepSeek e vem sendo citada como uma vitrine das grandes ambições da China em IA e uma alternativa ao domínio dos Estados Unidos no setor, no momento em que o presidente Donald Trump trava uma guerra comercial com o mundo e impõe tarifas adicionais a vários países. “O governo chinês passou uma década canalizando recursos para se tornar uma superpotência em IA, usando a mesma estratégia que usou para dominar os setores de veículos elétricos e energia solar”, afirmou uma matéria recente do jornal New York Times.
O influente jornal norte-americano observou: “Nos EUA, empresas como Google e Meta investiram bilhões em data centers. Mas, na China, foi o governo que desempenhou um papel importante no financiamento de infraestrutura e hardware de IA, incluindo data centers, servidores de alta capacidade e semicondutores. Para concentrar os talentos de engenharia do país, o governo chinês também financiou uma rede de laboratórios onde muitas de suas pesquisas mais avançadas em IA acontecem, geralmente em colaboração com grandes empresas de tecnologia como Alibaba e ByteDance”.
O NY Times lembrou também que grande parte do financiamento estatal beneficiou a principal fabricante de chips da China, a Semiconductor Manufacturing International Corporation, que fornece para empresas como a Huawei e a Qualcomm, concorrendo diretamente como a Nvidia em um segmento altamente estratégico. O jornal acrescentou: “Enquanto a OpenAI e o Google cobram um valor alto pelo acesso aos seus sistemas fechados de IA, a abordagem chinesa de disponibilizar modelos abertos tornou mais fácil para engenheiros do mundo todo desenvolverem seus sistemas”.
Essa estratégia da China pode atrair mais talentos ao redor do mundo, já que o modelo de código aberto é uma fonte de soft power tecnológico. As empresas chinesas estão recorrendo a sistemas de IA de código aberto como a maneira mais rápida de alcançar os rivais do Vale do Silício, que supostamente ainda mantêm a vantagem em relação às tecnologias mais avançadas da China.
Naturalmente, as big techs dos Estados Unidos reagiram à ofensiva asiática, e Sam Altman, CEO da OpenAI, disse que a competição entre as empresas de IA norte-americanas e chinesas é ideológica e que quer “garantir que a IA democrática vença a IA autoritária”.
#Cidade da Ciência e da Tecnologia#cidade tecnológia chinesa#código aberto#desenvolvimento de IA#inovação em IA

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