Google prepara Data Insights Agent e nova versão do Deep Research
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23/06/2026Por Daniel dos Santos26/09/2025

Por Ricardo Marques da Silva
Na América Latina, o Brasil é o país mais otimista em relação aos benefícios proporcionados pelo uso de ferramentas de inteligência artificial no trabalho, e 26% dos profissionais locais acreditam que a tecnologia tem um efeito positivo em suas tarefas e responsabilidades, índice superior à média regional, de 19%. Esse dado foi captado na série global de pesquisas “People at Work 2025”, feita pela ADP Research, da consultoria de gestão de capital humano ADP, que ouviu 38 mil pessoas em 34 mercados de seis continentes.
Ao mesmo tempo, o estudo revelou que ainda há algum temor quanto ao risco de substituição das pessoas pela tecnologia, citado por 10% dos profissionais brasileiros, enquanto 12% não sabem como podem ser afetados em suas funções – índices equivalentes à média da América Latina. Entre os que temem a perda do emprego, 30% já buscam novas oportunidades de trabalho.
Segundo a ADP, o objetivo da pesquisa é entender como a tecnologia, a demografia e as mudanças nas normas estão transformando o mundo do trabalho. A coleta de dados ocorreu entre julho e agosto deste ano e incluiu 1.127 profissionais brasileiros. Entre as empresas do país, 52% têm uma percepção “totalmente positiva” da IA e 27% a consideram benéfica, com algumas ressalvas.
Como era de se esperar, os mais jovens são mais favoráveis ao uso das novas tecnologias, e 30% dos trabalhadores de 18 a 26 anos acreditam que a IA terá impacto positivo em seu trabalho, índice que cai para 28% na faixa de 27 a 39 anos, para 23% entre 40 e 54 anos e para 20% entre os que têm mais de 55 anos. O receio da substituição também é maior entre os mais jovens: 13% na faixa de 18 a 26 anos e 11% entre os que têm de 27 a 39 anos.
Na análise que abrange toda a América Latina, as áreas de tecnologia e finanças se destacaram como as mais otimistas. Cerca de 26% dos entrevistados do setor de tecnologia acreditam que a IA terá um efeito positivo em seu trabalho, e em seguida aparecem os profissionais do setor financeiro e de seguros, com 23%.
Nas conclusões do estudo, a ADP destacou que as informações coletadas reforçam que, embora seja amplamente vista como aliada no ambiente corporativo, a aplicação da IA requer preparo, escuta ativa e estratégias claras nas empresas. “Em um cenário em rápida evolução, liderar com empatia será essencial para construir uma força de trabalho capaz de enfrentar os desafios da tecnologia e aproveitar as oportunidades do futuro”, observaram os analistas.
#IA no trabalho#inteligência artificial no trabalho#perda do emprego

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