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05/01/202615/09/2020

Por redação AIoT Brasil
O item 14 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU destaca a necessidade de proteger os oceanos e os recursos marinhos. Algumas de suas metas, que deveriam ter sido cumpridas até 2020, ainda estão longe de se concretizarem, e segundo a própria ONU, a cada ano os oceanos recebem cerca de 8 milhões de toneladas de plástico, que equivalem a um caminhão de lixo jogado no mar a cada minuto e ameaçam mais de 800 espécies marinhas.
Mantém-se, no entanto, o esforço global para o cumprimento da primeira meta dos Objetivos de, até 2025, “prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, especialmente a advinda de atividades terrestres, incluindo detritos marinhos e a poluição por nutrientes”. Uma das armas mais poderosas para vencer esse desafio é a tecnologia, com ênfase em inteligência artificial.
Algumas empresas do setor se incorporaram ao trabalho do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), entre as quais a IBM, que convocou cientistas e tecnólogos de inteligência artificial para criar um projeto-piloto que permitirá o estabelecimento de uma linha de base para medição e monitoramento do lixo marinho. “O protótipo aplica as ferramentas do IBM Cloud Pak for Data para organizar e analisar dados de fontes distintas e não padronizadas”, explica o engenheiro Fábio Marras, diretor de Tecnologia da IBM Brasil.
Os usuários poderão interagir com uma plataforma digital por meio de um avatar de animação autônoma, com aparência humana e chamado de Sam, desenvolvido pela Soul Machines. A interface também usa o IBM Watson Assistant e o Watson Discovery para interpretar a intenção de um usuário e recuperar informações relevantes do vasto acervo do programa ambiental da ONU e de outras fontes.

Sam, o assistente digital especialista em lixo marinho/Divulgação IBM/Soul Machines
E ideia é concentrar na plataforma todos os dados relacionados à poluição marinha e estimular a consulta dos interessados por meio do avatar – você pergunta e Sam responde. Emocionalmente responsivo, o avatar pretende criar no usuário um vínculo emocional com a poluição marinha e suas consequências, levando-o a algum tipo de participação e envolvimento.
A IBM apresentou o protótipo durante o fórum de consultas dos principais grupos interessados do PNUMA, em junho, em mais uma etapa de preparação da Assembleia Ambiental da ONU programada para o próximo ano.
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