IA ajuda a localizar pessoas desaparecidas na Venezuela
Desenvolvedores e programadores criaram sites e aplicativos para socorro às vítimas dos terremotos ocorridos em junho
22/07/2026Por Ricardo Marques da Silva27/08/2026Por Redação

A construção da “nuvem brasileira” ganhou impulso com a assinatura, no dia 20, de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). A parceria formaliza a cooperação entre as instituições para a criação da Solução Nacional de Computação em Nuvem, que envolve infraestrutura digital, data centers e desenvolvimento tecnológico.
A intenção é criar uma infraestrutura de nuvem alinhada às necessidades do governo brasileiro, para ampliar a capacidade de processamento de informações e garantir a segurança dos dados e dos serviços digitais oficiais. De acordo com o presidente da ABDI, Olavo Noleto, a solução vai assegurar a soberania digital do país, para que os dados e o controle da infraestrutura de computação em nuvem permaneçam sob gestão nacional. “Ao mesmo tempo, queremos acelerar o desenvolvimento de tecnologias próprias, fortalecendo a economia, estimulando a inovação e gerando empregos qualificados no país”, afirmou.
O planejamento e a execução das atividades ficarão sob responsabilidade do ministério, do Serpro e da ABDI, enquanto o BNDES será o interveniente, com papel consultivo. Como parte de sua contribuição técnica, o banco anunciou que disponibilizará informações, análises e conhecimento relacionados à cadeia produtiva de tecnologias da informação e comunicação, políticas industriais e instrumentos de fomento, além de compartilhar avaliações a respeito dos aspectos econômicos e da necessidade de investimento associados à iniciativa.
O principal demandante para a utilização da solução de computação em nuvem deve ser a própria administração pública federal. O acordo tem vigência de 24 meses e não prevê transferência de recursos financeiros ou doação de bens entre os participantes, e os estudos desenvolvidos deverão subsidiar a avaliação de alternativas para a implementação da solução, incluindo aspectos relacionados à infraestrutura tecnológica, à capacidade operacional e aos modelos de prestação dos serviços.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, disse que a iniciativa representa “um salto de qualidade para a soberania digital e a capacidade computacional do país”, com caráter estratégico, inovador e voltado para o futuro do projeto. Ela destacou que a primeira etapa envolveu a repatriação de dados estratégicos do governo federal e a estruturação de uma nuvem governamental, conduzida por empresas públicas como o Serpro e a Dataprev.
Esther Dweck informou que o governo federal abriu uma escuta de mercado para conhecer soluções aplicáveis e receber contribuições das empresas interessadas, a fim de incorporar conhecimentos técnicos do setor privado ao projeto. A escuta ocorrerá no dia 3 de setembro, às 10 horas, em audiência pública virtual, e se concentrará no mapeamento da possibilidade de ofertas das empresas brasileiras e na orientação das escolhas técnicas e contratuais. As inscrições, o caderno da escuta de mercado e mais informações já estão disponíveis no site da ABDI.
#computação em nuvem#dados estratégicos#Data Centers#desenvolvimento tecnológico#infraestrutura digital#nuvem brasileira#soberania digital

Desenvolvedores e programadores criaram sites e aplicativos para socorro às vítimas dos terremotos ocorridos em junho
22/07/2026Por Ricardo Marques da Silva
CEO da Zeta lança a startup Neo com a intenção de desenvolver uma alternativa ao pacote de software da Microsoft para empresas
06/07/2026Por Ricardo Marques da Silva
Acordo envolve a independência tecnológica dos Estados Unidos e da China e o fortalecimento de laços com “parceiros de confiança”
18/06/2026Por Ricardo Marques da Silva