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Indiano investe US$ 30 milhões na criação do “novo Office”

CEO da Zeta lança a startup Neo com a intenção de desenvolver uma alternativa ao pacote de software da Microsoft para empresas

06/07/2026Por Ricardo Marques da Silva

Indiano investe US$ 30 milhões na criação do “novo Office”
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Bhavin Turakhia (à esquerda) na capa da Forbes India/Reprodução

O onipresente Microsoft Office é um ambiente de trabalho projetado antes da era da IA, ​​não aceita atualização com chatbots e precisa ser redesenhado do zero. Com esses argumentos, o magnata indiano Bhavin Turakhia, cofundador da plataforma de tecnologia bancária Zeta e de várias outras empresas, fez uma aposta ousada e investiu US$ 30 milhões do seu próprio bolso em uma startup que pretende nada menos do que “reconstruir” um dos mais valiosos softwares do mundo.

Turakhia tem cacife para isso, como uma das 100 pessoas mais ricas da Índia. Aos 46 anos, possui uma fortuna de quase US$ 1,5 bilhão e tornou-se empreendedor aos 18 anos, quando fundou uma empresa de tecnologia em sociedade com o irmão, Divyank, dois anos mais novo. Desde então, além da Zeta, os dois abriram startups como a Titan, a Flock, a Directi, a Radix e a CodeChef.

Agora, seu novo empreendimento é a Neo, lançada em abril deste ano como uma plataforma de trabalho empresarial que combina gerenciamento de projetos, documentos, armazenamento de arquivos e IA em um único produto. Em entrevista ao site TechCrunch, Turakhia disse que seu objetivo é tornar a IA uma participante ativa no trabalho diário da empresa, em vez de apenas mais um assistente ao qual os funcionários recorrem eventualmente.

Para chegar ao ponto de suceder o Office, ele lembrou que a IA representa uma mudança tecnológica significativa o suficiente para justificar a reconstrução do zero do software da Microsoft: “Se você quiser construir um iPhone, não pode pegar as peças de um Nokia e transformá-las no celular da Apple”, disse.

A plataforma inicial da Neo, segundo Turakhia, foi construída em apenas três meses, com o uso extensivo de IA no processo de desenvolvimento, em um trabalho que, antes da IA ​​generativa, teria levado mais de um ano com uma equipe muito maior. A startup emprega cerca de 45 pessoas, entre as quais 18 engenheiros, e deve chegar a 100 funcionários até o fim do ano, ao ampliar o quadro de especialistas em IA e engenharia de software.

Atualmente, todas as empresas de Turakhia usam a plataforma Neo internamente. A TechCrunch observou que a empresa surge no momento em que a IA empresarial se consolida como uma das áreas mais competitivas da tecnologia: “Microsoft, Google e Salesforce estão incorporando IA em seus softwares de trabalho. Enquanto isso, todas as startups, desde os gigantescos laboratórios como Anthropic e OpenAI até empresas de produtividade como Notion e Superhuman, estão numa corrida para reformular a maneira como se utiliza a IA no fluxo de trabalho diário”.

Turakhia disse que o Neo foi projetado desde o início para IA e é versátil em relação a sistemas, permitindo que as empresas alternem entre modelos em vez de ficarem vinculadas a um único fornecedor. Afirmou ainda que pretende seguir aos poucos, pois uma pequena parcela dos gastos globais com IA empresarial já representaria um valor considerável: “Mesmo que acabemos com uma participação de mercado de 2% a 5%, isso é maior do que qualquer coisa que eu tenha construído até agora”, afirmou.

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#IA generativa#novo Office#software#software da Microsoft

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