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29/10/2026Por Ricardo Marques da Silva04/11/2022

Por Daniel dos Santos, editor do AIoT Brasil
A startup Alana.ai é uma das empresas brasileiras de inteligência artificial presentes no evento Web Summit 2022, que acontece esta semana em Portugal. Criada em 2017 por dois brasileiros, com o objetivo de oferecer inteligência artificial em português e espanhol nativos para comunicação, a empresa se prepara para sair da fase de beta fechado em março de 2023. E no mercado B2C pretende ser uma espécie de “antiAlexa”, referência à popular interface da Amazon.
“Acreditamos que em inglês já tem muita coisa disponível. Há uma grande população mundial de pessoas que fala português ou espanhol e as empresas americanas não investem o suficiente na inteligência artificial para esse público. Queremos trabalhar de forma mais local, respeitando as particularidades do português e do espanhol”, explicou Marcel Jientara, fundador e CEO da Alana AI, em entrevista ao AIoT Brasil pela internet.
Segundo o executivo, o grande diferencial da interface Alana é estar conectada a um motor de língua portuguesa. “Caso contrário, seria uma voz como a da Alexa que é de baixa qualidade em português”, alfineta o executivo. “Temos trabalhado muito para tornar o português o mais natural possível, para que você tenha vontade de se conectar com a máquina”, explica.
O objetivo da startup é trabalhar com parceiros de IoT para incluir seu software de inteligência artificial. “Nos próximos 12 meses veremos muito o uso da Alana em eletrodomésticos inteligentes, como geladeiras, máquinas de lavar e aspiradores de pó, com o mérito de se comunicar melhor com as pessoas”, afirma Jientara.
Segundo o executivo, também será possível utilizar a interface em notebooks, celulares e assistentes virtuais. “Temos vários fabricantes brasileiros, principalmente no mercado de games, que irão utilizar a Alana como assistente”, destaca.
E a Alana estará disponível também em carros autônomos, principalmente em modelos de fabricantes americanos, como assistente de bordo. “A forma como as pessoas vão dirigir no futuro será muito diferente. E você vai precisar de assistentes virtuais avançados para se relacionar e trabalhar em conjunto”, avalia o CEO da Alana AI.
“A IoT está muito avançada nos carros, o sistema operacional também, mas os sistemas de comunicação atuais entre a pessoa e a máquina ainda são muito parecidos com os de 10 anos atrás”, completa.
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