Google Cloud abraça os agentes de IAs para a inovação nas empresas
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24/04/202604/05/2026

Por Ricardo Marques da Silva
Em meados de 2025, aproximadamente 35% dos websites recém-publicados haviam sido gerados ou assistidos por IA, um aumento significativo quando se considera que esse percentual era de zero antes do lançamento do ChatGPT, no final de 2022. Essa foi uma das constatações do estudo “O impacto do texto gerado por IA na internet”, feito por um grupo de pesquisadores do Internet Archive e das universidades Stanford e Imperial College London.
Eles disseram que havia o receio de que a disseminação de textos gerados e assistidos por IA representava um fator de degradação da diversidade semântica e estilística e da precisão factual, além de outros desenvolvimentos negativos. De fato, encontraram evidências de que esse tipo de conteúdo acarreta uma diminuição da diversidade semântica e um aumento do sentimento de falsa positividade. Porém, houve boas surpresas.
Segundo os autores do trabalho – Sawood Alam, Mark Graham, Jonáš Doležal e Maty Bohacek –, o que descobriram diverge da percepção usual do impacto da IA na internet: “Notavelmente, não encontramos evidências estatisticamente significativas que apoiem a hipótese de que uma maior taxa de textos gerados por IA diminua a precisão factual”, afirmaram. O melhor de tudo, de acordo com os pesquisadores, foi a constatação de que os textos gerados por IA estão tornando a internet “mais alegre e menos prolixa”.
Ao relatar os resultados da pesquisa, o portal de tecnologia 404 Media observou que a ideia inicial era entender melhor a teoria de que grande parte da web atual consiste apenas de bots conversando entre si. E o que mais impressionou foi a velocidade com que a IA dominou a web.
“Depois de décadas sendo moldada por humanos, uma parte significativa da internet passou a ser definida pela IA em apenas três anos. Na minha opinião, estamos testemunhando uma grande transformação do cenário digital em uma pequena fração do tempo que levou para construí-lo inicialmente”, disse Jonáš Doležal, coautor do estudo.
Os pesquisadores abordaram seis dúvidas comuns ao texto gerado por IA: leva a uma redução dos pontos de vista? Cria mais desinformação à medida que as alucinações proliferam? A escrita online parece mais higienizada e superficial? É frágil em citar fontes? Cria sequências de palavras com baixa densidade semântica? Leva a escrita a uma monocultura em que vozes únicas desaparecem e um estilo genérico e uniforme se consolida?
Para responder a essas perguntas, foram coletadas amostras de milhares de sites entre agosto de 2022 e maio de 2025, e apenas duas das seis teorias testadas pareceram verdadeiras: a IA está comprometendo a diversidade semântica na internet e criando uma sensação de falsa positividade. “O resultado mais surpreendente foi que nossa hipótese de decadência da verdade não foi confirmada. Estávamos procurando especificamente por um aumento de declarações comprovadamente falsas, o que não encontramos. Mas ainda pode ser o caso de a IA estar silenciosamente aumentando o volume de afirmações não verificáveis, que não podem ser checadas com as ferramentas existentes. Ou pode ser que, simplesmente, a internet nunca tenha sido um lugar particularmente fiel à verdade”, explicou Doležal.
#ChatGPT#diversidade semântica#sites feitos por IA

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