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Sistema usa IA e IoT para monitorar enchentes

Tecnologia e-NOE está sendo desenvolvida em um instituto de pesquisa em São Carlos e fará alertas por meio de um aplicativo

08/01/2021

Sistema usa IA e IoT para monitorar enchentes
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Foto: Imagens registradas em dezembro em São Carlos: as faixas coloridas detectam o nível do rio a partir de linhas de referência/Divulgação CeMEAI

Por redação AIoT Brasil

Pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) estão desenvolvendo uma tecnologia que irá monitorar o nível dos cursos de água em áreas urbanas e emitir alertas aos órgãos de defesa civil e à população, a fim de reduzir os prejuízos das inundações. Os testes já foram iniciados em São Carlos (SP), onde fica o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, que abriga o CeMEAI, um dos institutos de pesquisa e inovação financiados pela Fapesp.

Coordenado pelo professor Jó Ueyama, do ICMC, o projeto aplica tecnologias como sensores, algoritmos de inteligência artificial e internet das coisas para coletar imagens dos rios e, automaticamente, avaliar os riscos de enchentes. Quando o nível da água chega a um ponto pré-determinado é emitido um alerta. “Já temos condições de enviar à Defesa Civil de São Carlos o aviso para que, em um tempo máximo de 10 minutos, providências sejam tomadas a fim de evacuar a área que sofreria a enchente e preservar vidas”, explica Francisco Erivaldo Fernandes Júnior, um dos responsáveis pelo trabalho.

O sistema recebeu o nome de e-NOE e é abastecido com imagens captadas de cinco em cinco minutos nos pontos mais críticos dos rios. Essas fotos são enviadas para um servidor na nuvem, ao mesmo tempo em que a superfície do rio é monitorada a partir de uma imagem de entrada, com a ajuda de uma rede neural profunda. A intenção agora, segundo o CeMEAI, é criar um aplicativo que emitirá os alertas também para a população e, na etapa seguinte, estender o serviço a outras cidades além de São Carlos – a tecnologia já está sendo utilizada também pela prefeitura de Rio do Sul (SC).

Segundo o professor Ueyama, a tecnologia foi registrada no INPI e está à disposição de prefeituras e órgãos interessados em utilizá-la. Ele também destacou a aplicação de IA e IoT no sistema: “Diferentemente da hidrometria convencional, em que os dados só são coletados quando o usuário vai até a estação para extraí-los, com IoT as informações são transmitidas em tempo real para os interessados. O próprio sistema pode emitir automaticamente alertas de enchentes em tempo real usando a tecnologia de comunicação sem fio”, explica.

O e-NOE usa visão computacional para analisar as imagens coletadas pelas câmeras e recorre a uma escala de cores que servem de referência para medir o nível do rio. “Uma das vantagens é que o sistema dispensa a utilização de sensores de pressão e vazão. O preço e a manutenção são muito mais baixos do que outros métodos e dá mais tempo para que a população se proteja das enchentes”, acrescenta Fernandes Júnior.

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