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08/07/2026Por Ricardo Marques da Silva31/03/2021

Por redação AIoT Brasil
Em 2018, o cirurgião britânico Alex Young lançou a ferramenta de inteligência artificial Virti, uma plataforma de treinamento que levava os profissionais de saúde a cenários de realidade virtual e realidade aumentada, para que pudessem praticar habilidades clínicas remotamente. A invenção foi bem aceita por hospitais no Reino Unido, e no ano passado tornou-se ainda mais útil, ao ser usada para orientar equipes que atuam na linha de frente do combate à covid-19.
Com a incorporação de módulos específicos relacionados ao coronavírus, com insights baseados em dados, o Virti ensina a maneira correta de usar equipamentos de proteção pessoal, administrar tratamentos e ventilar um paciente, entre outros procedimentos. Um estudo verificou que a abordagem aumentou a retenção de conhecimento em 230%, na comparação com o treinamento convencional.
“A pandemia criou desafios específicos que a tecnologia está ajudando a superar. Não é mais seguro ou praticável reunir 30 médicos em uma sala com um paciente, para aprimorar suas habilidades clínicas”, disse Alex Young, o criador da startup que desenvolveu a ferramenta, em entrevista à BBC. O “paciente virtual” pode ser acessado por meio de um visor de realidade virtual, PC ou tablet. Quando termina a sessão de treinamento, os profissionais de saúde são avaliados com base na rapidez do atendimento, nas perguntas que fizeram e na precisão do diagnóstico.
A tecnologia já está sendo usada no Bristol NHS Foundation Trust, na Inglaterra, para permitir que os programas de treinamento médico prossigam com segurança, sem a necessidade de aulas presenciais, enquanto se mantêm os protocolos de distanciamento social. O Virti chamou tanta atenção que foi escolhido como uma das melhores invenções de 2020 pela revista Time.
Segundo Young, sua empresa trabalhava há vários anos com organizações de saúde e adaptou-se rapidamente para atender às novas demandas da pandemia. “Com nossa tecnologia de paciente virtual, criamos uma experiência extremamente realista que pode fornecer feedback em tempo real. Isso significa que médicos e alunos podem continuar a aprender habilidades valiosas e melhorar seu desempenho”, disse o cirurgião.
A empresa afirma que a inteligência artificial tem, como uma função adicional, a capacidade de melhorar o relacionamento dos médicos com os pacientes no mundo real. O Centro de Educação em Saúde do Núcleo Médico da Universidade do Texas, por exemplo, adota a ferramenta para orientar futuros médicos em habilidades de comunicação e raciocínio.

Imagem do paciente “examinado” com realidade aumentada/Divulgação Virti
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