Atriz criada por IA vai estrear seu primeiro longa-metragem
Depois de irritar Hollywood, Tilly Norwood participa de uma comédia dramática “permeada pelo caos existencial da tecnologia”
10/07/2026Por Ricardo Marques da Silva24/07/2025

*Foto: Ricardo Darín em “O Eternauta”/Divulgação Netflix
Por redação AIoT Brasil
“O Eternauta” é o título de uma série de TV argentina que representa um marco importante para a Netflix: pela primeira vez, a plataforma de streaming usou IA generativa em uma produção para a TV. Entre outros efeitos visuais, a tecnologia foi aplicada para simular o desabamento de um prédio em Buenos Aires e o objetivo, de acordo com Ted Sarandos, copresidente-executivo da empresa, “é ajudar criadores a fazer filmes e séries melhores, e não apenas mais baratos”.
Uma ficção científica, “O Eternauta” conta a história de um grupo de sobreviventes de uma nevasca tóxica devastadora, que mata milhões de pessoas, com seis episódios criados por Bruno Stagnaro e protagonizados por Ricardo Darín e Carla Peterson. “Usando ferramentas com tecnologia de IA, eles conseguiram obter um resultado incrível com velocidade notável e, de fato, a sequência de efeitos visuais foi concluída dez vezes mais depressa do que se tivessem usado fluxos de trabalho de efeitos visuais tradicionais. O custo dos efeitos especiais sem IA simplesmente não seria viável para um programa com aquele orçamento”, disse Sarandos.
Ao comentar a série, o jornal britânico The Guardian lembrou que o uso de IA generativa na indústria do entretenimento vem provocando o receio de cortes de empregos, principalmente em áreas como produção e efeitos especiais. “Em 2023, a IA foi um ponto de discórdia fundamental nas greves de atores e escritores de Hollywood, que conseguiram acordos para garantir que a nova tecnologia permanecesse sob o controle dos trabalhadores em vez de ser usada para substituí-los”, destacou o Guardian.
Sarandos disse: “São pessoas reais trabalhando de verdade com ferramentas melhores. Nossos criadores já estão percebendo os benefícios na produção por meio da pré-visualização e do planejamento de cenas, e certamente dos efeitos visuais. Acredito que essas ferramentas estão ajudando os criadores a expandir as possibilidades de contar histórias na tela, e isso é empolgante”.
Os comentários do executivo foram feitos no evento em que a Netflix anunciou uma receita de US$ 11 bilhões no trimestre encerrado em junho, com aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o lucro saltou de US$ 2,1 bilhões para US$ 3,1 bilhões. Esse desempenho se deveu em parte ao sucesso de séries como a sul-coreana “Round 6” e ao crescente modelo de publicidade adotado pela plataforma.
Em entrevista à BBC, Davier Yoon, cofundador do estúdio de animação CraveFX, disse que a adoção da IA generativa pela Netflix não foi nenhuma surpresa, e outros estúdios importantes estão acolhendo a tecnologia. ”Parece ser questão de tempo. A IA definitivamente abre as portas para que estúdios menores consigam efeitos visuais de impacto. E no fim das contas é o criador quem decide o que estará na imagem final, não a IA”.
#efeitos especiais#IA generativa#Netflix#série de TV#streaming

Depois de irritar Hollywood, Tilly Norwood participa de uma comédia dramática “permeada pelo caos existencial da tecnologia”
10/07/2026Por Ricardo Marques da Silva
O diretor de filmes como Taxi Driver, Touro Indomável e Os Bons Companheiros surpreende Hollywood ao se associar à alemã Black Forest Labs
05/06/2026Por Ricardo Marques da Silva
Com mais de 500 mil visualizações e ouvintes em mais de 50 países em apenas 3 meses, Jean Michael Paul combina inteligência artificial, estratégias de startup e músicas para todas as idades
29/05/2026