Hospital das Clínicas e Impa vão desenvolver IA com a OpenAI
As duas instituições estão entre as 14 no mundo que foram escolhidas para participar de um projeto pioneiro para a “era da inteligência”
19/08/2026Por Ricardo Marques da Silva21/08/2026Por Ricardo Marques da Silva

Quando se fala no impacto da inteligência artificial em eleições, a primeira ideia que vem à cabeça é a proliferação de deepfakes, na forma de imagens, vídeos e áudios manipulados para enganar os cidadãos. Trata-se realmente de uma questão preocupante, que desafia as leis e os regulamentos, na medida em que é complicado controlar a divulgação dessas mensagens mentirosas e em geral ofensivas e penalizar quem as cria.
Porém, além de ser a fonte de deepfakes, a IA está incorporada em vários processos críticos nas eleições, como cadastros eleitorais, dispositivos biométricos, bancos de dados de identidade, softwares de gestão de resultados e infraestrutura em nuvem. Às vezes, os sistemas de IA que sustentam a infraestrutura eleitoral são opacos e estão sujeitos a falhas e, ainda pior, a interferências políticas.
Essa questão foi abordada pela organização sem fins lucrativos Rest of World, dedicada à tecnologia, que destacou: “Há uma preocupação mais profunda além de qualquer falha algorítmica isolada: a transferência gradual da autoridade eleitoral das instituições públicas para sistemas que elas não controlam totalmente. Em grande parte da África, Ásia e América Latina, as tecnologias eleitorais são projetadas, fornecidas e hospedadas por fornecedores privados que operam fora do alcance da supervisão eleitoral nacional”.
A Rest of World lembrou que em julho todos os 193 países membros da ONU se reuniram em Genebra no Primeiro Diálogo Global sobre Governança de IA, que discutiu a maneira como o mundo deveria tratar a IA. “Porém, deram pouca atenção a um dos desafios de governança mais importantes da IA: seu impacto nas eleições. Essa omissão corre o risco de comprometer o progresso em todos os outros aspectos do debate a respeito da IA: segurança, confiabilidade, capacitação, implicações sociais e direitos humanos”, afirmou a reportagem.
Na visão da Rest of World, enquanto as eleições não forem reconhecidas como essenciais para a governança da IA, os esforços globais para torná-la segura e confiável se basearão em uma ilusão perigosa: a de que a democracia pode ser protegida sem que se protejam as instituições que a tornam possível.
#deepfakes#governança da IA#IA nas Eleições#supervisão eleitoral

As duas instituições estão entre as 14 no mundo que foram escolhidas para participar de um projeto pioneiro para a “era da inteligência”
19/08/2026Por Ricardo Marques da Silva
Aos 69 anos, Wynd Kaufmyn se entregou à polícia de São Francisco depois de ser condenada por acorrentar as portas da OpenAI
18/08/2026Por Ricardo Marques da Silva
Plataforma atribui à tecnologia o recente aumento de 15% em suas ações e prevê novos investimentos na área
12/08/2026Por Ricardo Marques da Silva