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08/10/2026Por Redação13/08/2026Por Ricardo Marques da Silva

Um tribunal do estado do Novo México, nos Estados Unidos, condenou a Meta a pagar uma multa de US$ 567 milhões, que se somaram aos US$ 375 milhões determinados anteriormente no mesmo caso e resultaram em um total de US$ 942 milhões, o maior valor já aplicado à empresa numa decisão judicial relacionada à segurança de crianças nas redes sociais. O juiz Bryan Biedscheid, que aplicou a multa, disse que a big tech não alertou efetivamente os usuários a respeito dos perigos que suas plataformas representavam para o público infantil.
Biedscheid afirmou que a Meta é uma “perturbação da ordem pública” semelhante à poluição do ar e comparou a empresa a uma fábrica cujo produto é a publicidade e o conteúdo, destacando que o que deve ser combatido é a exploração sexual de crianças e os danos psicológicos resultantes. O juiz determinou que a Meta deposite o total das multas em um fundo destinado a reduzir prejuízos futuros.
A Meta é proprietária e operadora das plataformas Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads e, logo depois da sentença, informou que recorrerá. “Trabalhamos arduamente para manter as pessoas seguras em nossas plataformas e temos sido transparentes quanto aos desafios de identificar e remover usuários mal-intencionados e conteúdo prejudicial. Continuamos confiantes em nosso histórico de proteção de adolescentes online e vamos nos defender contra alegações que distorcem os fatos”, disse um porta-voz.
Como destacou a BBC, além desse caso no Novo México, a Meta perdeu, no início do ano, um processo histórico em Los Angeles, em que foi considerada passível de responsabilização pela criação de plataformas viciantes. “Bruce Daisley, ex-vice-presidente europeu do Twitter, agora X), disse ao programa Today da BBC Radio 4 que a multa do Novo México, embora alta, era ‘uma gota no oceano’ para a Meta. A gigante das redes sociais registrou uma receita de US$ 61 bilhões entre abril e junho, um aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior. ‘Mas isso indica que estamos caminhando para um estágio em que as mídias sociais serão questionadas em todo o mundo’, disse ele”, acrescentou a BBC.
A origem do caso no Novo México é um processo judicial iniciado em 2023 por procuradores estaduais, com a alegação de que a Meta deveria ser responsabilizada pela forma como suas plataformas expõem crianças a material sexualmente explícito e ao contato com predadores sexuais. Na primeira fase do julgamento, foi comprovado que a Meta violou repetidamente a Lei de Práticas Desleais do estado, já que seus algoritmos de recomendação direcionavam usuários jovens para conteúdo e contatos prejudiciais.
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