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IA ou falha humana: de quem é a culpa do ataque à Binance?

Inicialmente, hackers norte-coreanos foram apontados como os responsáveis e depois foi admitida a possibilidade de invasão do notebook de um funcionário

30/10/2026Por Redação

IA ou falha humana: de quem é a culpa do ataque à Binance?
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A invasão do sistema da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, chegou rapidamente às manchetes de jornais e sites nesta sexta-feira, 30, e houve uma enorme repercussão com a notícia de que teriam sido roubados o equivalente a US$ 6,3 bilhões, no maior golpe digital da história. De imediato, a culpa foi atribuída a um grupo de hackers da Coreia do Norte, que teriam usado recursos sofisticados de inteligência artificial, mas não demorou para que surgissem dúvidas.

Para começar, o pânico dos investidores logo foi acalmado pela notícia de que o núcleo estrutural das moedas virtuais permaneceu intacto e a Binance cobriria possíveis prejuízos. Em um vídeo divulgado na manhã de sexta-feira, o co-CEO da Binance, Richard Teng, tentou tranquilizar os investidores: “Seus ativos estão seguros. Nunca usamos fundos de clientes, portanto eles não serão afetados”, afirmou.

Teng admitiu que os ativos corporativos da Binance foram comprometidos, mas a empresa teria reservado US$ 5 bilhões para cobrir as perdas e estava trabalhando com parceiros para adquirir mais US$ 1,34 bilhão em criptomoedas para cobrir o valor total que pode ter sido roubado.

Horas depois, começaram a surgir informações de que, na verdade, o ataque teria sido iniciado por meio de uma simples invasão do laptop de um funcionário da plataforma, em uma falha elementar de cibersegurança, e não com o uso de IA. Uma reportagem da Euronews, por exemplo, afirmou: “O ataque decorreu em pouco menos de quatro horas, quando piratas informáticos conseguiram aceder a várias carteiras através de um notebook comprometido e transferiram os fundos das carteiras da Binance para as suas próprias. Felizmente, a Binance e os seus parceiros conseguiram congelar US$ 2,7 bilhões”.

Ouvido pelo jornal O Globo, Leonardo Cardoso, diretor da empresa de cibersegurança TI Safe, descartaou a possibilidade de violação da infraestrutura de registros da Binance: “Eu não acredito que a criptografia tenha sido quebrada, isso é praticamente impossível com a tecnologia atual. Na verdade, houve acesso por meio de credenciais válidas, e tudo indica que invadiram o computador de um funcionário e a partir daí fizeram as operações”.

A Binance controla cerca de 35% da cota total do mercado de criptomoedas e funciona como um pilar fundamental do ecossistema de ativos digitais, somando 335 milhões de usuários cadastrados em todo o mundo e a responsabilidade de administrar cerca de US$ 162 bilhões dos clientes. Assim como as casas de câmbio tradicionais, a plataforma mantém as moedas dos clientes em carteiras e controla e processa as operações de compra e venda. Na tarde desta sexta-feira, a Binance afirmou que sua investigação ainda não identificou os invasores.

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