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19/06/2026Por Ricardo Marques da Silva25/05/2026

Por Ricardo Marques da Silva
A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk começou a aplicar inteligência artificial avançada em todas as etapas de seus processos, para analisar conjuntos de dados complexos e identificar potenciais fármacos, a fim de reduzir o tempo de pesquisa, desenvolvimento e aprovação de medicamentos para obesidade e diabetes. Conhecida por produtos de muito sucesso como o Ozempic e o Wegovy, a empresa pretende cortar até dois terços do tempo necessário para lançar novos medicamentos no mercado, por meio do uso de IA.
“Historicamente, esse processo poderia levar um ano e meio, e o que conseguimos fazer agora, implementando IA, é encurtar esse tempo em meses”, disse John Dawber, diretor administrativo de serviços globais de negócios da Novo Nordisk, na sexrta-feira, dia 22, em uma conferência da Reuters realizada na Índia. Ele explicou que a farmacêutica está aplicando IA em partes críticas do processo de lançamento, incluindo a elaboração de documentos regulatórios, a análise de dados de segurança e o apoio às avaliações comerciais para medicamentos que se encontram na fase de ensaios clínicos.
Em abril, a Novo Nordisk havia anunciado um acordo de cooperação com a OpenAI, que complementou uma parceria feita em 2024 com a Nvidia e o Fundo Dinamarquês de Exportação e Investimento para a criação do Centro Dinamarquês para a Inovação em IA, que opera o Gefion, o primeiro supercomputador preparado para IA no país nórdico.
Mike Doustdar, presidente e diretor-executivo da Novo Nordisk, disse que a parceria com a OpenAI foi um passo importante para posicionar a empresa como pioneira em tecnologia aplicada à saúde. “Milhões de pessoas vivem com obesidade e diabetes e precisam de opções de tratamento, e sabemos que ainda há terapias por descobrir que podem mudar-lhes a vida. Integrar a IA no nosso trabalho diário nos dá a capacidade de analisar conjuntos de dados numa escala antes impossível, identificar padrões que não conseguíamos ver e testar hipóteses mais depressa do que nunca. Isso significa descobrir novos tratamentos e levá-los ao mercado mais rapidamente do que alguma vez foi possível, afirmou.
Impulsionada principalmente pelas vendas de Ozempic e Wegovy, a Novo Nordisk registrou um lucro líquido de cerca de 6,5 bilhões de euros no primeiro trimestre deste ano, com um aumento de 67% em relação ao mesmo período de 2025.
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