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21/09/2026Por Ricardo Marques da Silva23/06/2026Por Daniel dos Santos

Os agentes de IA, sistemas de inteligência artificial que não apenas respondem perguntas, mas também tomam ações para atingir um objetivo, estão em franca expansão. Segundo dados da consultoria Grand View Research, o mercado global de IA agêntica deve atingir US$10,9 bilhões este ano, contra US$ 7,6 bilhões de 2025. E em 2033, deve saltar para US$ 182,9 bilhões!
O aumento da demanda por automação, os avanços no processamento de linguagem natural (PLN) e a crescente procura por experiências personalizadas para o cliente, são os principais responsáveis pelo crescimento do mercado.
No Brasil, a segunda edição do estudo anual “Retorno do investimento (ROI) em IA”, realizado pelo National Research Group a pedido de Google Cloud, entrevistou 700 líderes empresariais no Brasil e no México, mostrou que em 2025, 62% dos líderes brasileiros já estavam tirando proveito dos agentes de inteligência artificial
Nesse contexto, durante o evento o Agentic Work: Live + Labs, realizado na semana passada em São Paulo, o Google reuniu a imprensa para falar sobre a era dos agentes de IA e mostrar, na prática, como o Google Cloud colabora com esse momento de transformação. Além disso, a empresa anunciou o Data Insights Agent e a segunda versão do Deep Research Agents.
O Data Insights Agent é uma interface de linguagem natural para auxiliar usuários corporativos que não especialistas em tecnologia a responder questões complexas relacionadas a dados. Ele combina insights tanto de bases de dados estruturadas (como BigQuery) quanto não estruturadas, como e-mails, anotações de reuniões e documentos.
Já o Deep Research Agents V2 produz buscas avançadas, navegando por centenas de sites, dados corporativos e outras fontes de dado para sintetizar relatórios técnicos detalhados com citações e gráficos. Ambos estarão disponíveis “em breve”, segundo o Google.
Segundo o Google, conforme temos um volume maior de dados, tudo fica mais complexo. “Tivemos a primeira geração (arquivos, comunicações, tudo o que o Workspace faz). A segunda geração, inteligência artificial, com Gemini, e o Notebook LM. Mas para conectar esses outros arquivos é necessário a era agêntica. Ou seja, ter agentes que trabalhem por nós, que façam as tarefas de forma autônoma, sob ossa supervisão, mas de uma forma mais automatizada e com segurança e governança”, afirmou a empresa no evento.
Com isso, o Google Workspace evoluiu de um conjunto de aplicativos e IA assistiva (Gemini/Notebook LM) para uma terceira geração baseada em agentes, capazes de executar tarefas de forma mais autônoma e integrada.

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