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12/02/202609/10/2025

Por redação AIoT Brasil
A supermodelo Gisele Bündchen publicou em suas redes sociais um agradecimento à polícia civil do Rio Grande do Sul pela prisão de membros de uma quadrilha que usava sua imagem para aplicar golpes milionários. “Muito obrigada à polícia pelo empenho em encontrar esses criminosos que utilizam inteligência artificial para enganar as pessoas”, ela escreveu, depois da detenção de quatro pessoas e de uma operação que envolveu 26 mandados judiciais e apreendeu mais de R$ 20 milhões em fundos suspeitos.
Os suspeitos foram acusados de usar nomes de grandes marcas brasileiras de cosméticos para convencer as vítimas a adquirir produtos de beleza pagando apenas o porte. Como argumento, publicaram vídeos falsos produzidos por IA generativa em que avatares de Gisele e outras celebridades promoviam artigos inexistentes, como um “kit antirrugas grátis” que deu origem à primeira denúncia de uma consumidora.
De acordo com O Globo, o esquema pode ter rendido até R$ 210 milhões. “O que chamou a atenção dos investigadores não foi apenas o valor relativamente baixo do prejuízo de cada vítima, de R$ 44,57 cobrados como ‘taxa de frete’, mas a sofisticação técnica por trás do golpe. Os criminosos haviam criado um vídeo com deepfake da imagem e da voz de Gisele Bündchen, fazendo parecer que a modelo estava realmente promovendo o produto inexistente”, disse ao jornal a delegada Isadora Galian.
Segundo O Globo, as pessoas eram levadas a um site alterado para parecer legítimo e lá faziam os pagamentos, com o dinheiro caindo em contas de fachada. Depois de completado o pagamento do valor do frete, os compradores não recebiam o produto. Além da prisão dos quatro suspeitos, foram cumpridos nove mandados de busca e sete de prisão preventiva, além da apreensão de 10 veículos e do bloqueio de contas bancárias no Rio Grande Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Pernambuco.
A manipulação das imagens de Gisele Bündchen pelos cibercriminosos fez o golpe ganhar repercussão mundial e ser tema de destaque em veículos que vão desde o Time da Índia até a agência Reuters e a Forbes norte-americana. Esta última observou que os anúncios dos falsos produtos eram pagos no Instagram: “Embora a Meta tenha declarado que proíbe anúncios que usam imagens de figuras públicas de forma fraudulenta e que utiliza detecção de deepfake por IA e equipes de revisão treinadas para identificar e remover tais anúncios, eles não são particularmente eficazes”, afirmou a revista em reportagem publicada na terça-feira.
A Forbes disse ainda que um estudo do Tech Transparency Project encontrou 663 anunciantes fraudulentos veiculando mais de 150 mil anúncios deepfake nas plataformas Meta, Facebook e Instagram, pelos quais os golpistas pagaram US$ 49 milhões à Meta. “Para piorar a situação, o sistema de anúncios da Meta utiliza algoritmos que permitem a segmentação dos anúncios para atingir pessoas suscetíveis”, alertou a publicação.
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