As mulheres chinesas que preferem namorados criados por IA
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14/08/2026Por Ricardo Marques da Silva16/09/2026Por Ricardo Marques da Silva

*Foto: Cartaz de “Be Brave”/Divulgação Festival de Veneza
O uso de ferramentas de inteligência artificial em produções artísticas voltou a causar polêmica, desta vez no histórico Festival Internacional de Cinema de Veneza, cuja 83ª edição se encerrou no sábado, dia 12. No centro das discussões estava o documentário Be Brave, dirigido por Francesco Carrozzini, que conta a trajetória de Renzo Rosso, cofundador da marca de moda Diesel, criada na Itália em 1978, e combina cenas reais, entrevistas, imagens de arquivo e vídeos gerados por IA.
De acordo com uma reportagem da Reuters, o uso de IA foi um tema central em Veneza, à medida que aumenta a preocupação com seu impacto na criatividade e nos empregos na indústria do entretenimento. “Vários cineastas e atores, entre os quais George Clooney, alertaram para os riscos representados por essa tecnologia em rápida evolução”, disse a agência de notícias britânica.
Be Brave foi exibido no dia 10 na seção Venice Open do festival, fora de competição, e alguns críticos disseram que representou mais um teste para os limites de uso de IA no cinema. Lorenzo Mieli, produtor do documentário, reconheceu essas preocupações, mas afirmou que a indústria deve se engajar com a IA em vez de rejeitá-la completamente.
“Precisamos regulamentar, controlar, evitar a exploração e impedir o desaparecimento de profissões, mas espero que, no fim, a IA se torne apenas mais uma ferramenta artística”, disse Mieli à Reuters, segundo a qual o vídeos gerados pela tecnologia no documentário são tão convincentes que os espectadores provavelmente terão dificuldade em perceber que muitas sequências não são reais.
Por sua vez, o diretor Carrozzini contou que a IA foi usada em todo o filme, mesmo nas cenas em que Renzo Rosso aparece com a idade atual. “Nenhum fotograma de Renzo foi filmado para este documentário”, afirmou.
O próprio biografado aprovou sem restrições o uso da tecnologia, especialmente quando tornou possível recuperar seu passado: “Não existe nenhuma imagem minha de quando eu era pequeno. Meus olhos se encheram de lágrimas ao me ver como criança”, disse Renzo Rosso. Ele também rejeitou as sugestões de que a tecnologia substituirá designers e artistas. “A criatividade não será de forma alguma substituída pela máquina. Os seres humanos continuam sendo fundamentais”, afirmou à Reuters.
#Diesel#documentário#Festival de Veneza#vídeos gerados por IA

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