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08/05/202620/12/2023

Por Ricardo Marques da Silva
Em mais um passo na tentativa de “humanizar” os computadores, um grupo de pesquisadores da Indiana University Bloomington, nos Estados Unidos, combinou tecido cerebral cultivado em laboratório com um circuito eletrônico, num experimento chamado de Brainoware. O estudo, publicado neste mês na revista científica Nature Electronics, foi definido como uma nova tecnologia de biocomputadores capazes de incorporar componentes biológicos a fim de se tornarem mais poderosos e sustentáveis do que os modelos existentes hoje.
Os cientistas descreveram o tecido humano como um organoide, ou “minicérebros”, que são agregados tridimensionais de neurônios criados a partir da reprogramação de células da pele. Induzidos em laboratório a retornar ao estágio de células-tronco, esses agregados poderiam se transformar em qualquer tecido do corpo humano. A ideia é incrementar o poder computacional da inteligência artificial e fundir a tecnologia de aprendizado de máquina com um modelo sofisticado em 3D de organoide.
Um desses “minicérebros” foi colocado em um chip eletrônico contendo milhares de eletrodos e conectado a um programa de aprendizado de máquina. Quando os pesquisadores estimularam o sistema com pulsos elétricos, o organoide cerebral formou novas conexões neuronais. Então, um programa de IA decodificou como essas conexões processavam os sinais elétricos à medida que o organoide os recebia.
De acordo com os pesquisadores, o biocomputador que resultou dessa combinação seria capaz de processar informações, realizar tarefas e cálculos computacionais simples e reconhecer a fala, embora de forma ainda imperfeita. “Basicamente, podemos codificar a informação proveniente de uma imagem ou áudio no padrão espaço-tempo de estimulação elétrica”, explicou Feng Guo, coautor do estudo.
Com admiração e certa ironia, o portal Science disse que o Brainoware é “uma descoberta saída diretamente de um romance de Mary Shelley”, a autora do clássico Frankenstein. Contudo, a publicação reconheceu que a pesquisa representa uma abordagem original de hardware e IA e afirmou: “A criação e a manutenção de organoides cerebrais grandes o suficiente para realizar tarefas mais complexas serão um grande desafio. Mas essa tecnologia poderá abrir as portas para uma nova geração de IA que imite melhor a flexibilidade e a eficiência do cérebro humano”.
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