Pesquisa avalia como os agentes de IA ameaçam os empregos
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01/04/202618/11/2025

Por AIoT Brasil
A disseminação acelerada de deepfakes e conteúdos falsos não ameaça apenas a reputação de pessoas e empresas — ela já começa a redesenhar processos internos considerados básicos, como a admissão de funcionários. O tema, antes restrito a debates sobre privacidade e desinformação, tornou-se uma preocupação direta de segurança corporativa.
Um levantamento do Gartner divulgado em 2025 aponta a dimensão do problema: 62% das organizações consultadas afirmaram ter enfrentado algum tipo de ataque baseado em deepfake, seja por meio de engenharia social, seja pela manipulação de etapas automatizadas.
Segundo Augusto Duarte, CEO da BGC Brasil — companhia que atua na verificação de antecedentes de pessoas, empresas e ativos —, o cenário é preocupante. “Vivemos a ‘era do fake’. Diplomas universitários são criados em softwares de edição, trajetórias profissionais inteiras são inventadas com precisão cirúrgica e identidades completas são erguidas sobre bases fictícias. Algo impensável há poucos anos”, afirma.
Em 2024, o Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial já fazia alertas sobre os riscos globais que os deepfakes e a desinformação representam para a estabilidade de diferentes organizações. “Essa é uma mudança de paradigma na gestão de riscos corporativos. A due diligence não é protocolo exclusivo do departamento de recursos humanos, mas sim uma ferramenta estratégica para garantir a integridade digital”, explica o executivo.
Segundo o executivo, por isso, é necessária a realização do “background check”. Ele protege o ativo mais valioso de qualquer organização, que é sua reputação. Por exemplo, a contratação de um profissional com histórico de disseminar informações falsas ou criar identidades fraudulentas pode desencadear crises de imagem de proporções imprevisíveis. Da mesma forma, a falha na comprovação de competências técnicas essenciais pode resultar em acidentes operacionais, penalidades regulatórias significativas e prejuízos financeiros substanciais.
A verificação robusta de antecedentes constitui um pilar para a segurança organizacional. Protege não apenas os interesses da empresa, mas também a integridade do ambiente de trabalho para todos os colaboradores. Uma reputação corporativa, construída ao longo de décadas, pode ser severamente comprometida por uma única contratação mal avaliada. “Verificar não significa desconfiar da honestidade das pessoas, mas sim adotar medidas necessárias para proteger o futuro da empresa em um contexto de desinformação em que ver já não significa necessariamente crer”, conclui o especialista.
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