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Não há dúvida de que a IA é uma ferramenta inovadora e que ela é essencial para impulsionar quase todos os setores da sociedade. Mas, junto com ela, há uma série de riscos que precisam ser combatidos com seriedade.
Prova disso é a pesquisa que acaba de ser divulgada pela Nutanix, empresa da área de computação híbrida multicloud. Batizado como Enterprise Cloud Index (ECI), ele foi desenvolvido pela Wakefield Research, e mede o avanço da adoção de nuvem, conteinerização e aplicações com IA nas organizações.
O levantamento mostra que 81% dos executivos brasileiros e 87% dos entrevistados globais acreditam que o uso de ferramentas e agentes de IA (fora da supervisão oficial) cria riscos para o negócio. Esta preocupação é real, com 74% afirmando que se depararam com aplicações ou agentes de IA implementados por colaboradores fora da área de TI – próximo ao número global de 79%.
Ou seja, as pessoas trazem de fora da organização e sem autorização ferramentas que podem aumentar a produtividade, mas que também podem se comportar como um “cavalo de troia”, destruindo informações, capturando dados sigilosos ou mesmo controlando sistemas sensíveis.
“A nova era de agentes não tem um modelo determinístico, mas sim um modelo probabilístico, é sobre uma complexidade muito maior, porque agora eu não vou ter uma chamada e uma resposta direta”, destaca Marlon Menezes (foto), engenheiro de sistemas da Nutanix.
“Um agente de IA pode entrar em loop fazendo ações prejudiciais, pode acessar o banco de dados, ele pode apagar informações… Se eu não der um guardrail para ele, ele vai tomar ações e até eu perceber que isso está acontecendo, um dano muito grande já pode ter acontecido. Novas governanças, novos guard-rails, novos métodos de controle estão sendo criados para atender essa nova complexidade”, completa o especialista.
A falta de uma visão unificada é um obstáculo, com 82% respondendo que consideram que silos entre áreas de negócio e TI prejudicam, ao menos de forma moderada, a capacidade da organização de executar iniciativas tecnológicas de maneira eficaz.
Os dados indicam que, à medida que a IA se espalha pelas organizações, cresce também a necessidade de maior integração entre áreas técnicas e unidades de negócio para reduzir riscos relacionados à exposição de dados sensíveis e propriedade intelectual.
A pesquisa foi realizada entre 13 e 23 de novembro de 2025, com 1.600 executivos das áreas de nuvem, TI e engenharia em 14 países. No Brasil, foram entrevistados 100 executivos com nível mínimo de gerente, em empresas com 500 ou mais funcionários.
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