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45% dos brasileiros usam as redes sociais como fonte de informação

Quase metade da população se informa sobre política justamente nos ambientes onde as fake news criadas por IA circulam

25/08/2026Por Redação

45% dos brasileiros usam as redes sociais como fonte de informação
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As eleições de 2026 prometem ser as mais digitais da história do Brasil. Uma pesquisa CNT/MDA mostrou que 45% dos brasileiros dizem usar as redes sociais como principal fonte de informação sobre as eleições. Enquanto isso, ferramentas de inteligência artificial generativa estão permitindo a criação de imagens, vídeos e áudios extremamente realistas. Ou seja, quase metade da população se informa sobre política justamente nos ambientes onde esses conteúdos circulam.

Segundo Giovanni La Porta, CEO da Vortice.ai, empresa especializada em Inteligência Artificial, a principal mudança dos últimos anos está na velocidade e no custo de produção dessas fraudes digitais.“Vídeos, imagens e áudios que antes exigiam equipes especializadas, equipamentos caros e muitas horas de trabalho agora podem ser produzidos em poucos minutos. A inteligência artificial reduziu as barreiras para a criação de conteúdos falsos, tornando esse tipo de manipulação mais acessível e mais difícil de identificar”, afirma.

Embora a evolução tecnológica seja impressionante,  o principal fator explorado pelos criadores de desinformação continua sendo o comportamento humano.  As pessoas tendem a acreditar com mais facilidade em conteúdos que reforçam opiniões e crenças que já possuem previamente.

“Se uma pessoa já tem uma opinião formada sobre determinado candidato, partido ou tema político, ela naturalmente reduz seus mecanismos de defesa quando encontra um conteúdo que confirma aquilo que ela acredita. Esse fenômeno psicológico faz com que vídeos, áudios e imagens falsas sejam compartilhados sem qualquer verificação”, explica La Porta.

O comportamento é conhecido como viés de confirmação e se torna ainda mais perigoso em períodos eleitorais marcados pela polarização e pela circulação intensa de informações.“Quanto mais emocional for o conteúdo, maior deve ser o cuidado. Se uma publicação gera indignação imediata ou parece confirmar exatamente aquilo que você pensa, o ideal é desconfiar antes de compartilhar”, alerta.

Entenda as principais ameaças criadas pela IA

Entre as tecnologias mais utilizadas para criar conteúdos enganosos, La Porta destaca quatro categorias principais.

  • A primeira delas é o face swap, técnica que substitui o rosto de uma pessoa pelo de outra em vídeos já existentes. Nesse tipo de manipulação, uma gravação real é utilizada como base, mas o rosto é trocado digitalmente para criar uma falsa associação.
  • Já os deepfakes generativos representam um nível mais avançado de sofisticação. Nesse caso, a inteligência artificial cria cenas inteiras do zero, sem depender necessariamente de imagens ou vídeos reais. Pessoas podem ser colocadas em ambientes onde nunca estiveram, realizando ações que jamais aconteceram.
  • Outra ameaça crescente é a clonagem de voz, com poucos minutos de áudio disponíveis na internet, algoritmos conseguem reproduzir timbres, entonações e padrões de fala com elevado grau de precisão.
  • Por fim, existem os chamados gêmeos digitais ou digital twins. Essa tecnologia combina imagem, voz, movimentos e comportamento para criar uma réplica virtual completa de uma pessoa. “A partir de vídeos e gravações reais, é possível construir um modelo digital extremamente fiel. Depois disso, basta inserir um roteiro para gerar novos vídeos contendo frases que aquela pessoa nunca disse. É uma das aplicações mais avançadas e preocupantes da inteligência artificial generativa”, complementa o especialista.

Como identificar vídeos e áudios manipulados?

Mesmo com esse progresso tecnológico, muitas produções falsas ainda apresentam sinais perceptíveis para usuários atentos. Entre os principais indícios estão:

  • Descompasso entre o movimento dos lábios e o áudio;
  • Voz excessivamente robotizada ou artificial;
  • Pronúncia incomum de palavras e expressões;
  • Movimentos faciais pouco naturais;
  • Olhares fixos ou piscadas irregulares;
  • Mãos, dedos e orelhas com deformações sutis;
  • Mudanças estranhas de iluminação ao longo do vídeo;
  • Qualidade inconsistente entre rosto e ambiente.

 

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#AI#deep fake#IA#redes sociais

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