Repórteres Sem Fronteiras pede que a IA seja classificada como “de alto risco”
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28/08/202503/08/2020
Por redação AIoT Brasil
As fake news tiveram grande peso nas últimas eleições brasileiras e preocupam países como os Estados Unidos, que em novembro elegerão seu novo presidente. Os norte-americanos, contudo, têm agora uma nova preocupação: a possibilidade de disseminação de conteúdo enganoso produzido por inteligência artificial com o uso da terceira geração do Generative Pretrained Transformer (GPT-3), um algoritmo de linguagem que usa machine learning para escrever textos praticamente idênticos aos que são escritos por humanos.
O GPT-3 foi criado pela OpenAI, uma empresa de pesquisa californiana sem fins lucrativos, apoiada pela Microsoft e por Elon Musk (da Tesla e da SpaceX), Reid Hoffman (cofundador do LinkedIn) e Peter Thiel (cofundador do PayPal), entre outros. Trata-se, simplesmente, do maior modelo de escrita sintética já produzido até hoje, com possibilidade de criar um alto volume de textos, com um número menor de sinais capazes de mostrar que foram feitos por máquinas. E se utilizado de forma inadequada, pode ser uma grande fonte de conteúdo falso.
Usados em massa, esses textos podem construir uma imensa rede de fake news e influenciar milhões de pessoas, de acordo com alguns analistas norte-americanos. “Teremos de nos adaptar a um novo tipo de irrealidade”, alertou Renee DiResta, do Observatório da Internet da Universidade Stanford, em artigo publicado na Wired. Ela diz que o texto gerado pela IA “é o mais assustador de todos os tempos”, por isso os consumidores de conteúdo online terão de ser muito mais críticos e atentos para avaliar a autenticidade do que leem. Segundo Di Resta, o texto criado por inteligência artificial tem o poder de distorcer nosso ecossistema de comunicação social.
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