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26/10/2026Por Ricardo Marques da Silva17/03/2023

Por Daniel dos Santos, editor do AIoT Brasil
O Brasil lidera mais um ranking do qual não tem motivos para se orgulhar. Segundo a empresa de soluções de segurança Tenable, que acaba de divulgar seu relatório anual do cenário de ameaças, mais de 40% do total de dados expostos no mundo tem como origem o Brasil.
O estudo tem como base a análise da equipe da Tenable Research sobre eventos, vulnerabilidades e tendências de segurança cibernética ao longo de 2022, incluindo uma análise de 1.335 incidentes de violação de dados divulgados publicamente entre novembro de 2021 e outubro de 2022.
De acordo com a companhia, das 1.335 violações analisadas, foram expostos no mundo todo 257 terabytes de dados, sendo 112 terabytes apenas no Brasil, pais com maior volume do mundo, representando 43% do total de dados expostos.
A Tenable também aponta mais de 2,29 bilhões de registros expostos, sendo que mais de 800 milhões de registros foram vazados por causa de bancos de dados desprotegidos. “Vulnerabilidades que já foram identificas há anos continuam sem serem corrigidas nas empresas”, destaca Arthur Capella, diretor-geral da Tenable no Brasil.
Ou seja, os agentes de ameaças continuam tendo sucesso com vulnerabilidades passíveis de exploração conhecidas e comprovadas, que as organizações não conseguiram corrigir como deveriam. De acordo com o relatório da Tenable, o principal grupo de vulnerabilidades exploradas com mais frequência representa um conjunto de brechas já conhecidas, algumas delas divulgadas em 2017!
De acordo com a pesquisa, o Ransomware (ataque para sequestro de dados) ainda é a principal ameaça no Brasil, respondendo por mais de 52% dos ciberataques, contra 35,4% da média global.
Com a popularização da inteligência artificial, impulsionada nos últimos meses pelo sucesso do ChatGPT, Alexandre Sousa, diretor de engenharia da Tenable para a América Latina, alerta para a necessidade de as empresas acompanharem de perto a tecnologia. “A IA tem um potencial altíssimo de potencializar os negócios, mas também impulsiona a indústria do cibercrime”, explica o especialista.
#ChatGPT#cibercrime#IA#inteligência artificial#Tenable

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