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Por Ernie Pickens*

Em 2022, veremos a continuação de algumas tendências do ano passado que impactam os data centers, especialmente porque a pandemia de Covid-19 e suas consequências continuam a atingir nossas vidas. Vale lembrar que as tendências que destacamos no ano passado tornaram-se realidade: previmos que os lançamentos de 5G teriam um impacto nos data centers – mesmo que o investimento em 4G permaneça relevante.

Também vimos uma aceleração na migração para a nuvem e mais data centers edge estão sendo construídos. A IoT e o “tudo inteligente” impulsionam a mudança para a nuvem, e o uso da internet das coisas continuará em alta. A dependência da inteligência artificial aumentou, para processar quantidades cada vez maiores de dados para aplicações sensíveis à latência. Por fim, a adoção da fibra monomodo foi acelerada devido à necessidade de processar mais dados com maior rapidez.

A maioria das pessoas esperava voltar aos ambientes de trabalho híbridos em meados de 2021, no entanto, ainda estamos usando amplamente o trabalho remoto. Na verdade, provavelmente veremos o home office se tornar um estilo de trabalho permanente, pelo menos em parte do tempo.

Vejamos essas tendências mais de perto:

5G em alta

Provedores de serviços e empresas privadas continuarão a avaliar as formas mais pragmáticas de adicionar mais e mais capacidade aos planos de implementação de 5G. Em termos de impacto no data center, o 5G promete acesso mais rápido às informações e isso impulsionará mais construções de data centers edge. Cada vez mais dados são sensíveis à latência e pedem acesso veloz, então o que vemos é a migração de uma arquitetura com grande data center central e um pequeno data center de borda (edge) para uma arquitetura com data center central menor e uma arquitetura de borda maior.

O núcleo 5G na nuvem expandirá significativamente as construções de data centers em empresas privadas. Se você pode desenvolver uma rede 5G privada com base na arquitetura de nuvem, com rádios locais, isso é uma aplicação com muitos dados, sensível à latência e que também impulsionará o crescimento em data centers normais e edge. Essa tendência começará em 2022, mas também se desenvolverá ao longo dos próximos anos, à medida que as empresas se esforçam para obter o direito de usar o espectro 5G das operadoras.

Fôlego novo para a IoT

O ritmo da IoT não mostra sinais de desaceleração. De fato, de acordo com a Statista, o número de dispositivos de IoT em todo o mundo quase triplicará de 8,74 bilhões em 2020 para mais de 25,4 bilhões em 2030. Continuamos prevendo fortes investimentos de negócios em internet das coisas. Os executivos estão analisando mais de perto como podem administrar melhor seus negócios – otimizando as entregas, por exemplo – e colocar sensores nos lugares certos pode ajudar nesse esforço.

Quando se trata de habilitar a IoT e coisas inteligentes, tudo volta aos dados. Se você pensar em todos os minúsculos pontos de dados envolvidos em algo tão simples quanto um sensor de porta (quando está aberto, quando está fechado, está trancado ou destrancado, quem destrancou ou trancou) e você multiplicar isso pelo número de aplicações dos sensores (temperatura, ocupação, iluminação, uso de água etc.), são todos dados que precisam ser armazenados em algum lugar e acessados. A infraestrutura que faz esse trabalho está toda no data center.

Além disso, vemos que cada vez mais dados são sensíveis ao tempo e precisam ser processados na borda, portanto, a IoT também alimenta o crescimento dos data centers edge. Hoje, a maioria das construções de borda é feita por empresas de nuvem pública, e alguns provedores estão construindo data centers edge para aplicações sensíveis à latência, como vídeo. E vale considerar a explosão nos serviços de streaming como um dos principais impulsionadores dessa tendência. De fato, o maior impacto da IoT no data center será em aplicações como entretenimento, monitoramento de segurança e mineração de dados, por exemplo. As empresas precisam armazenar esses dados e agir sobre eles em tempo real, em vez de analisar dados estáticos ou fotos.

Rumo à nuvem

A escalabilidade e os custos levam as pessoas para a nuvem. No final de 2021, a HPE informou que os pedidos ano a ano para sua plataforma de nuvem GreenLake aumentaram 46%, e o crescimento ano a ano da AWS foi de cerca de 40%. Quando você pode alugar algo e dimensioná-lo em dias, versus planejar e construir algo em anos, é um argumento convincente para escolher a nuvem. A infraestrutura de nuvem pública e privada crescerá. Grandes empresas usarão um modelo híbrido, enquanto empresas menores usarão apenas a nuvem pública.

Inteligência artificial e realidade aumentada

Os casos de uso de IA e machine learning (ML) combinados com realidade aumentada crescerão rapidamente em 2022. O Facebook anunciou a mudança de nome e agora foca toda a empresa no metaverso e realidade aumentada. Essa tecnologia também será usada em interfaces para o chamado B2C para vendas, treinamento e aplicações de serviço. Por exemplo, a RA para técnicos de data center pode ser vinculada a uma ordem de serviço ou aplicação para que eles possam usar o smartphone para ver qual cabo substituir em um switch. Devemos ver um ponto em um futuro muito próximo no qual os usuários poderão replicar uma interação física com uma virtual. Nós nos acostumamos a nos ver em vídeo e nos acostumaremos a nos ver em mundos de RA.

Precisamos de IA porque, à medida que você coleta mais dados, precisa de inteligência artificial para processar esses dados – você não pode mais fazer isso manualmente (pense em reconhecimento facial ou rastreamento de contatos). Em qualquer lugar que você tenha muitos dados complexos, o aprendizado de máquina será aplicado. Isso pode ajudar na crise da cadeia de suprimentos, calculando automaticamente as rotas de envio e ajudando na logística, por exemplo.

Fibra monomodo e redes de 400 e 800 gigabits

Embora a fibra multimodo permaneça popular, as implantações de fibra monomodo estão crescendo mais rapidamente do que as implantações multimodo. À medida que avançamos para 400 ou 800 Gbps no data center, vemos mais fibra monomodo implantada, principalmente em data centers de nuvem e de hyperscale.

Você pode pensar que estar hoje em 10 Gb ou 100 Gb significa que a transição para 400 Gb está muito distante. Mas migrar para 400Gb ou mais não está tão longe assim.

Estilos de trabalho remoto se popularizam

O trabalho remoto se tornará um estilo de trabalho padrão, e os gestores de TI pensam na melhor forma de se preparar para isso. Todo o uso de videoconferência para trabalho, educação e entretenimento em 2021 teve um grande impacto no data center, e vemos essa tendência se expandir em 2022. Há muito armazenamento de vídeo necessário, pois as pessoas gravam videochamadas ao vivo e os usuários esperam facilidade, acesso sem lentidão ao conteúdo em vídeo. O que também sobrecarrega os data centers.

Assim como o 5G, a IoT, o trabalho remoto e a migração para a nuvem sobrecarregam os data centers. Os gestores de TI devem adicionar mais armazenamento, aproveitando a IA e o ML para processar dados com mais eficiência, construindo data centers edge e adotando fibra monomodo para aumentar as velocidades. Apesar dos problemas contínuos da pandemia e das questões relacionadas à cadeia de suprimentos de tecnologia, prevemos muita atividade do data center à medida que os administradores de TI se adaptam ao novo normal.

*Ernie Pickens é vice-presidente para a área de soluções de infraestrutura corporativa da CommScope 

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