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03/04/202502/04/2025
Por Ricardo Marques da Silva
Ontem foi 1º de abril, consagrado como o dia da mentira, que na era da IA poderia ser transformado no dia das fake news, da manipulação perigosa de informações para diferentes finalidades, entre as quais as campanhas eleitorais que, no Brasil, ocorrerão no próximo ano. Com recursos de IA generativa, tornou-se possível criar imagens e vídeos com imagens de pessoas que parecem muito reais, a ponto de confundir facilmente quem as vê e, assim, criar narrativas falsas capazes de convencer os eleitores.
Esse risco ficou claro mais uma vez nos dois anúncios divulgados nos dias 25 e 27 de março em rede nacional de TV pelo partido Cidadania. Num deles é abordado o conceito de cidadania e suas diferentes vertentes. O segundo vídeo fala das lutas e dos direitos das mulheres e a participação delas na política. “Mulher na política não é favor; é direito”, diz uma das personagens. Os dois vídeos podem ser assistidos no YouTube e abaixo.
Até aí nada de mais, e as mensagens poderiam ser apenas mais uma das formas de divulgação dos partidos, por meio dos benefícios concedidos pela legislação eleitoral brasileira. Porém, o que distingue os vídeos é o fato de terem sido produzidos inteiramente com IA generativa, um “detalhe” destacado pelo Cidadania no comunicado que publicou em seu site oficial – e de serem muito convincentes.
“Todo o conteúdo foi concebido, roteirizado e finalizado com o uso de IA – inclusive, os personagens que aparecem em cena foram gerados por esse recurso”, informou o presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt, que já foi deputado estadual e secretário da Educação no Rio de Janeiro.
Destacando a necessidade de ética em todos os setores da sociedade, Bittencourt afirmou: “Ao usar a IA em nossa peça publicitária queremos mostrar que a política precisa estar conectada com os desafios do presente e do futuro. Mas é essencial que esse uso seja transparente, democrático e regulado”.
De acordo com o Cidadania, a aplicação de IA generativa para produzir os dois vídeos foi uma maneira de chamar atenção para a urgência do aprofundamento do debate sobre a regulamentação do uso da tecnologia nas campanhas eleitorais, principalmente as que serão feitas para as eleições de 2026. “Essa discussão envolve não só a produção de conteúdo, mas também a manipulação de algoritmos e dados do eleitor, por exemplo”, acentuou o partido no comunicado.
O Cidadania foi fundado em 1992 por um grupo de políticos oriundos do PCB, inicialmente com o nome de Partido Popular Socialista (PPS). Surgiu como um partido de esquerda, mas ao longo dos anos aliou-se a correntes de direita e centro-direita e hoje pode ser descrito como de “centro”, de apoio ao liberalismo econômico, com todas as contradições envolvidas nesse posicionamento.
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