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10/08/2026Por Ricardo Marques da Silva06/11/2024

Por Ricardo Marques da Silva
Uma dificuldade recorrente para muitos estudantes, em especial nas escolas que não contam com bons professores, o aprendizado de matemática ganhou agora o reforço da inteligência artificial. Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram uma ferramenta que apoia o trabalho dos tutores que atendem os alunos remotamente e complementa o ensino em sala de aula.
De acordo com a pesquisa, que foi publicada na revista arXiv, da Universidade de Cornell, o Tutor CoPilot é uma nova abordagem humano-IA que alavanca um modelo de pensamento especializado para fornecer orientação semelhante à de um professor de matemática: “Esse estudo é o primeiro ensaio clínico randomizado de um sistema humano-IA de tutoria ao vivo, envolvendo 900 tutores e 1.800 alunos do ensino fundamental e ensino médio de comunidades historicamente carentes”, explicaram os autores do trabalho.
O Tutor CoPilot é baseado no GPT-4 da OpenAI, integrado a uma plataforma chamada FEV Tutor, que conecta alunos a tutores de forma virtual. Os tutores e os estudantes trocam mensagens por meio de uma interface de chat, e o educador que precisar de ajuda para explicar determinado tópico pode pressionar um botão para gerar sugestões do sistema de IA. Para o treinamento, foi utilizado um banco de dados com 700 sessões de tutoria reais, nas quais professores experientes trabalharam individualmente em aulas de matemática, a fim de identificar e corrigir erros.
Para testar a eficácia da ferramenta, os pesquisadores analisaram interações de 900 tutores que ensinavam matemática virtualmente para 1.787 alunos de comunidades historicamente desfavorecidas, no sul dos Estados Unidos. Metade dos educadores teve a opção de ativar o Tutor CoPilot, enquanto a outra metade não teve acesso ao recurso, e as taxas de aprovação foram de 66% e 62%, respectivamente.
A ideia básica é que a IA pode melhorar o trabalho dos educadores, em vez de substituí-los, e não há prazo definido para que o Tutor CoPilot chegue ao mercado da educação. Em entrevista à MIT Technology Review, Rose Wang, uma doutoranda na Universidade de Stanford que trabalhou no projeto, observou que há muitas maneiras substanciais de melhorar a tecnologia subjacente: “Não estamos implementando uma tecnologia de IA sem validação prévia. Queremos ter a certeza de que estamos avaliando rigorosamente o Tutor CoPilot antes de lançá-lo no mundo real, e acredito que essa tecnologia é uma grande facilitadora, desde que bem aplicada. Estou muito empolgada com o futuro dos sistemas de colaboração entre humanos e IA”, afirmou.
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