Pioneiro no Pix, o Brasil reage devagar a ataques cibernéticos no sistema bancário
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06/11/2026Por Redação15/09/2026Por Daniel dos Santos

Embora o volume de ataques não pare de crescer, uma pesquisa divulgada recentemente mostra que os executivos brasileiros estão entre os mais confiantes em sua capacidade de detectar riscos e impedir que eles se espalhem. Conduzida pelo CyberEdge Group, a pesquisa global foi encomendada pela Illumio e ouviu 700 líderes de TI e segurança da América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e América Latina.
A pesquisa mostra que as organizações brasileiras registraram alguns dos mais altos níveis de confiança do estudo: o Brasil apresentou o maior nível de confiança do mundo na capacidade de conter rapidamente ataques após um agente malicioso estabelecer um ponto inicial de acesso, com 94% dos entrevistados expressando confiança nas capacidades de contenção de suas organizações.
Além disso, o Brasil também ficou em primeiro lugar globalmente na priorização de recursos de segurança baseados em Inteligência Artificial (IA) e machine learning, detecção e resposta mais rápidas e investigação e triagem automatizadas de segurança.
“As organizações brasileiras relatam um nível excepcionalmente alto de confiança em suas capacidades de cibersegurança, mas a confiança, por si só, não garante resiliência”, ressalta David Singer, vice-presidente de vendas da Illumio para a América Latina “À medida que os ambientes se tornam mais complexos e os ataques avançam mais rapidamente, as organizações precisam reduzir o ruído, priorizar os riscos reais e conter os ataques antes que eles se espalhem”, completa.
Por outro lado, quase metade (49%) dos entrevistados brasileiros identificou a fadiga de alertas como o maior obstáculo para detectar ataques de movimentação lateral — o maior percentual entre todos os países pesquisados. Ao mesmo tempo, 27% apontaram plataformas de segurança sobrepostas como uma das principais causas de falsos positivos, também a maior taxa registrada no estudo.
Apesar desses desafios, apenas 34% dos entrevistados brasileiros afirmaram que suas organizações têm dificuldade para impedir movimentações laterais não autorizadas, em comparação com 46% globalmente, reforçando a confiança relativa do Brasil em conter ataques após sua detecção.
A pesquisa foi conduzida pelo CyberEdge Group com 700 tomadores de decisão das áreas de TI e segurança em sete países: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Japão, Austrália e Brasil. Todas as organizações participantes possuíam pelo menos 1.000 colaboradores, sendo que uma parcela significativa representava empresas com 10.000 funcionários ou mais.

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