Ainda em 2026, os usuários brasileiros do Modo AI do Google começarão a receber anúncios publicitários quando fizerem suas perguntas e interações, como já começou a ocorrer na semana passada em vários outros países. A decisão foi comunicada por Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral do Google Ads, em uma publicação feita no blog oficial da big tech, e também estarão incluídos o México e o Reino Unido, entre outros mercados.
“Nossas pesquisas mostram que as pessoas se sentem confortáveis com anúncios no Modo IA e os acham altamente relevantes. Na verdade, as taxas de cliques já são semelhantes entre itens patrocinados e de lista de produtos orgânicos no Modo IA”, alegou Thakur, numa tentativa de justificar a publicidade como uma conveniência para os usuários, em vez de uma busca por aumento da receita.
Atualmente, os anúncios no Modo IA já estão ativos em países como Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Cingapura. Nos Estados Unidos, foram lançados os anúncios multiturno, que poderão aparecer em perguntas complementares feitas durante uma mesma interação com a IA do Google.
Shashi Thakur disse que cada anúncio será claramente rotulado como “Patrocinado” e visualmente diferenciado do conteúdo orgânico. Afirmou ainda que estão sendo testados novos formatos “para garantir que permaneçam úteis e relevantes”, e que a publicidade paga não influencia as respostas geradas pela IA.
De acordo com uma matéria do jornal O Globo, com informações da Reuters, a inclusão de anúncios nas respostas da IA está diretamente relacionada à pressão sofrida pela controladora do Google, a Alphabet, por resultados financeiros com publicidade nas buscas e com o aumento dos gastos relacionados com IA. “As ações da empresa recuaram 11,7% na quinta-feira (29), depois da divulgação do balanço trimestral considerado decepcionante pelo mercado”, destacou o texto.
A queda das ações foi resultado do baixo desempenho da publicidade nas buscas e da aceleração do investimento em IA. Segundo o site InfoMoney, foi a maior queda diária na história da empresa, o que resultou em uma perda de valor de aproximadamente US$ 500 bilhões.