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08/07/2026Por Ricardo Marques da Silva18/10/2023

Por redação AIoT Brasil
Daqui a um ou dois anos, as pessoas poderão ter uma inteligência artificial própria, capaz de preparar a agenda do dia, comprar produtos online, gerenciar sua vida e seus relacionamentos e até mesmo celebrar contratos como seu procurador legal, entre inúmeras outras funções. Essa é a previsão feita pelo pesquisador de tecnologias generativas Mustafa Suleyman, cofundador da DeepMind e atual CEO da Inflection AI, uma startup da Califórnia que ele também ajudou a criar, no ano passado.
Atualmente, Suleyman se dedica a atingir esse objetivo por meio do aperfeiçoamento do Pi, o chatbot da Inflection que já se define como “sua IA pessoal, projetada para oferecer apoio, ser inteligente e estar disponível para você a qualquer momento, porque forneço conhecimento infinito com base em seus interesses únicos”. Suleyman disse que sua startup se concentra em adicionar ao Pi um alto quociente emocional (EQ), para minimizar respostas tóxicas: “Agora o foco está em proporcionar um alto quociente de ação (AQ) à IA”, afirmou, durante a conferência The Wall Street Journal Tech Live, encerrada nesta quarta-feira, 18 de outubro.
Recursos para isso a Inflection já possui. Embora tenha sido fundada recentemente, a startup já conseguiu arrecadar cerca de US$ 1,5 bilhão, apoiada por investidores como o fundador da Microsoft, Bill Gates; o ex-CEO do Google, Eric Schmidt; o cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman, e a Nvidia. A meta da empresa, segundo o portal AI Business, é construir o maior cluster de IA do mundo para treinar e implantar modelos de IA em grande escala. “À medida que temos mais chips, treinamos modelos maiores e podemos ter IAs mais precisas”, destacou Suleyman.
Em relação a temas tendenciosos e sensíveis, como o conflito Israel-Hamas, Suleyman disse que, quando consultado, Pi deve considerar todas as partes envolvidas e ser fiel aos fatos observáveis, embora tenha reconhecido que isso é difícil quando os fatos “são um tanto escorregadios”. Ele afirmou que o chatbot é treinado para a paz e tenta ser empático com todos os envolvidos: “Podemos errar, e nesses casos acho que a coisa sensata a fazer é recuar”, acrescentou.
Quanto ao próximo estágio da IA generativa, Suleyman tem certeza de que será um assistente virtual realmente personalizado e dedicado a atender a um usuário específico. “Essa IA atuará como um grande assistente ou um professor incrível, um treinador, confidente ou chefe de gabinete”, acrescentou Suleyman. Por outro lado, chatbots de IA como o ChatGPT foram definidos por ele como “máquinas de responder perguntas”.
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