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01/07/2026Por Ricardo Marques da Silva29/07/2026Por Ricardo Marques da Silva

No Brasil, existem 1.444 campos de futebol que podem ser categorizados como estádios ou arenas e, desses, entre 80 e 120 surgem como candidatos a se tornarem “smart arenas”, um conceito que reúne atributos como conectividade, recursos de inteligência artificial, operação sem caixa, venda de ingressos digitais por NFC ou QR code, aplicativos oficiais, sinalização digital e captura de dados proprietários. Essas são algumas das informações coletadas em uma pesquisa recente da Logan, uma empresa especializada em dados e inteligência para mídia, que identificou 43 mil campos de futebol no país.
Chamado de Passion Score, o levantamento inédito foi feito por meio da análise de imagens georreferenciadas, IA e bases proprietárias da empresa, a mesma tecnologia utilizada para mapear comportamentos de consumo e mobilidade. Aparentemente, o objetivo do estudo é coletar dados que podem ser usados pelas áreas de marketing de empresas em busca de potenciais oportunidades existentes nos estádios brasileiros para marcas, clubes e anunciantes.
Francesco Simeone, diretor da Logan, disse que os dados reforçam o futebol brasileiro como um importante ativo cultural: “O Brasileirão é o campeonato que mais mobiliza torcedores ao longo do ano no país, e o que o estudo mostra é que também está se tornando um dos maiores ativos de mídia e dados. Entender onde o torcedor está, quanto tempo ele permanece e como ele se comporta a cada rodada é o que permite conectar marcas a audiências reais, com relevância e precisão”, afirmou.
Também foram observadas as mudanças comportamentais dos torcedores brasileiros e a tendência de os estádios se transformarem em ambientes de mídia e consumo. De acordo com a pesquisa, nos dias dos principais jogos o torcedor fica entre três e cinco horas no entorno dos estádios, e de 20% a 25% desse público permanece na região mesmo depois do fim da partida.
Em relação à localização dos campos de futebol, 79,8% estão fora das capitais e das grandes regiões metropolitanas. “O futebol no Brasil pulsa no interior, em municípios que muitas vezes nem aparecem no radar das grandes marcas. Quando percebemos a presença de tantos campos fora de capitais, estamos falando de uma audiência apaixonada, com alto potencial de engajamento e ainda pouco atendida em termos de inteligência de dados”, observou Simeone.
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