Agentes de IA no mundo físico: por que a confiabilidade será decisiva
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26/08/2026Por Marcio Aguiar04/09/2026Por Marcelo Eduardo Cosentino

Um levantamento inédito realizado pela deeptech brasileira Ranqia analisou milhares de interações com o ChatGPT para mapear como os Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) percebem a inovação e a adoção de inteligência artificial pelas empresas no país. O estudo revelou dados empíricos valiosos: além de colocar a TOTVS no TOP 4 do Ranking Geral de visibilidade em IA no Brasil (com 58,57%), a pesquisa aponta que, quando o ChatGPT é provocado sobre quais grandes marcas nacionais são referências em inovação com IA, a TOTVS figura na 3ª posição nacional, presente em 91,5% das respostas, além de ocupar o 2º lugar no quesito ‘Estratégia e Transformação’ (66,3%).
O fato de a TOTVS ser a única empresa de tecnologia B2B a figurar no topo dessas listas reforça de maneira clara o nosso papel como trusted advisor dos nossos clientes. O relatório trouxe ainda uma estatística que define com precisão o momento atual do mercado brasileiro: segundo a Ranqia, 99,7% das justificativas do ChatGPT para associar grandes companhias à liderança em IA foram pautadas por três pilares fundamentais: eficiência, produtividade e automação.
Como responsável por acompanhar a estratégia tecnológica em setores transversais da economia, esses dados confirmam o que vivenciamos no dia a dia: o mercado brasileiro superou a fase do mero encantamento e passou a exigir da IA uma aplicação estritamente pragmática e voltada a resultados operacionais.
No estudo da Ranqia, os algoritmos também apontaram a logística e a previsão de demanda (87,6%), além da gestão de risco e compliance (88,0%), como ganchos centrais na justificativa do uso de IA pelas corporações. Uma IA genérica gera apenas ganhos superficiais. A verdadeira transformação no ecossistema de negócios acontece quando a inteligência de dados está embarcada nos processos operacionais.
Na manufatura ou no agronegócio, por exemplo, a IA não apenas lê um evento vindo do sensor de um equipamento; ela cruza essa informação com o estoque de peças no ERP, verifica a escala de trabalho dos técnicos na solução de RH, calcula o impacto financeiro no fluxo de caixa e agenda a manutenção preventiva em tempo real.
O agente especialista e a centralidade humana
Outro indicador relevante do levantamento mostra que a presença de IA generativa, agentes e copilotos já representa 96,4% dos argumentos associados à inovação corporativa no Brasil.
Isso reflete uma mudança estrutural de arquitetura. Deixamos para trás os chatbots passivos e passamos a adotar agentes digitais especialistas, desenhados para atuar como “colegas de trabalho virtuais”. O papel desses agentes é assumir tarefas operacionais, repetitivas e de alta volumetria — seja no fechamento contábil, na triagem de ocorrências operacionais ou na previsão de compras —, liberando os profissionais humanos para o pensamento estratégico, a negociação e a tomada de decisão. Trata-se do conceito de human in the loop: a tecnologia amplia a capacidade analítica, mas o discernimento e a liderança continuam sendo humanos.
Não há inteligência preditiva ou automatizada escalável sem uma infraestrutura de dados confiável por trás. Tentar aplicar modelos avançados de IA sobre sistemas legados e desconectados é um risco operacional alto.
Para que os agentes digitais operem com precisão, as empresas precisam de ambientes de nuvem robustos, capazes de oferecer capacidade computacional elástica e garantia rigorosa de governança e segurança da informação. A soberania sobre os dados e a estabilidade dos sistemas são as fundações que permitem às organizações migrar de um modelo reativo de gestão para uma atuação preditiva.
O compromisso com a produtividade do mercado
A pesquisa da Ranqia e a análise dos dados do ChatGPT comprovam que a maturidade da tecnologia no Brasil já é uma realidade mensurável. As empresas que se destacam não são aquelas que apenas anunciam projetos de tecnologia, mas as que conseguem demonstrar eficiência prática e ganhos contínuos de produtividade.
O nosso papel como parceiros tecnológicos da economia nacional é continuar simplificando esse ecossistema, fornecendo ferramentas altamente especializadas, seguras e prontas para o negócio. O futuro da inovação no Brasil não é sobre acumular tecnologia, mas sobre utilizá-la para responder à pergunta mais importante de cada organização: qual objetivo de negócio queremos alcançar hoje?
Marcelo Cosentino é vice-presidente de negócios para segmentos da TOTVS

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