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17/04/202608/04/2026

Por Ricardo Marques da Silva
Neste ano, os investimentos das empresas em inteligência artificial deverão atingir o dobro do valor aplicado em 2025, o que representa um crescimento de 0,8% para cerca de 1,7% do total de suas receitas, e quatro em cada cinco CEOs estão mais otimistas em relação ao retorno. Além disso, quase todos os líderes acreditam que os agentes de IA produzirão resultados mensuráveis em 2026 e 94% afirmam que continuarão a investir na tecnologia, independentemente dos retornos imediatos.
Esses são alguns dos dados coletados na pesquisa global As AI Investments Surge, CEOs Take the Lead do Boston Consulting Group (BCG), que ouviu cerca de 2.400 executivos – entre os quais, 640 CEOs – em 16 mercados. O estudo deixou claro que 2026 será um ano determinante para a definição das estratégias de IA, e 82% dos CEOs afirmaram que estão mais confiantes em relação ao retorno sobre o investimento, embora 53% dos entrevistados ainda estejam preocupados com os riscos relacionados à proteção dos dados.
De acordo com Alexandre Montoro, diretor executivo e sócio do BCG, o reconhecimento da importância da IA reflete a convicção de que não se trata apenas de uma tecnologia ou de uma ferramenta: “A IA é um catalisador para uma redefinição completa da organização, da estratégia às operações, da cultura à gestão de risco e ao modelo de talentos. A dimensão dessa transformação é tão profunda que metade dos CEOs acredita que a própria estabilidade de seus cargos depende do sucesso na aplicação da IA”, afirmou.
Essa convicção é confirmada pela pesquisa, segundo a qual os CEOs tomaram para si a responsabilidade de liderar a área de IA. Segundo o BCG, 72% dos CEOs afirmam que são os principais tomadores de decisão de IA em sua organização, o dobro do ano passado.
O estudo também identificou três arquétipos de CEOs em IA: os seguidores (cerca de 15%), que reconhecem o potencial da tecnologia, mas avançam devagar, com investimentos limitados; os pragmáticos (por volta de 70%), que adotam uma postura mais ativa, investindo mais em IA e em suas equipes, mas sem disrupção, e os pioneiros (próximo de 15%), que são decisivos, fazem mudanças em larga escala, investem pesado em IA agêntica e capacitam rapidamente a força de trabalho.
“A IA aborda muitas questões que exigem liderança direta do CEO: criar um modelo operacional que incorpore máquinas e humanos, conectar-se diretamente com os funcionários preocupados com o seu futuro e dar um exemplo positivo de como a IA pode ampliar o julgamento e a engenhosidade humana”, explicou Alexandre Montoro. “À medida que as empresas expandem seus investimentos e os agentes assumem tarefas mais complexas, a influência do CEO aumentará. Por isso, para todos os CEOs, este ano testará a rapidez com que conseguirão transformar intenções em progresso”, acrescentou.
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