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Infraestrutura limita expansão da IA em startups brasileiras

Pesquisa indica que 35% das empresas enfrentam pressões relacionadas a custos, segurança, capacidade computacional e soberania de dados

03/09/2026Por Redação

Infraestrutura limita expansão da IA em startups brasileiras
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A maioria das startups brasileiras pretende investir em sistemas de inteligência artificial e estrutura computacional nos próximos 12 meses, mas parte delas enfrenta desafios relacionados, principalmente, a custos e segurança de dados. Essas são algumas das conclusões da pesquisa “Panorama Infraestrutura e IA”, feita pela Axia Energia, que ouviu líderes de 90 startups e mostrou que essas dificuldades comprometem o planejamento de 35,6% das empresas e já limitou projetos, atendimento a clientes ou escalabilidade de soluções.

De acordo com o estudo, para essas startups já não basta criar um modelo promissor de IA. “À medida que há aumento de usuários, dados processados e exigências de disponibilidade, a infraestrutura deixa de ser apenas uma decisão técnica e passa a influenciar produto, preço, acesso a clientes e capacidade de crescimento”, disseram os pesquisadores.

Juliano Dantas, vice-presidente de tecnologia e inovação da Axia, destacou que os dados mostram que a discussão a respeito da IA está mudando de patamar: “As startups brasileiras já não estão apenas avaliando o potencial da tecnologia, mas enfrentando desafios concretos de escala, governança, custo e operação. A infraestrutura passa a ser um elemento estratégico de competitividade, tão relevante quanto produto, talento ou acesso a mercado”.

Além da infraestrutura computacional, outros recursos críticos para operar IA no Brasil apontados pelas startups são a necessidade de um ambiente seguro e aderente a requisitos de compliance (citada por 61,1% dos entrevistados), GPU (34,4%), armazenamento de alta performance (25,6%) e GPU para inferência (21,1%). De acordo com Dantas, isso indica que colocar IA em produção requer mais do que capacidade bruta de processamento: “Exige segurança, governança, controle de acesso, estabilidade e capacidade de atender requisitos regulatórios e corporativos”.

Por outro lado, 75,6% das empresas esperam ampliar a demanda por infraestrutura computacional nos próximos 12 meses e, para 30%, o consumo computacional poderá até dobrar. Outros 31,1% projetam expansão entre duas e cinco vezes, enquanto 14,4% estimam crescimento superior a cinco vezes. O estudo também indicou que a IA deixou a fase experimental para boa parte das empresas pesquisadas, e 80% das empresas afirmaram que usam a tecnologia de forma intensiva.

O estudo da Axia não comprovou que todas as startups brasileiras enfrentam hoje uma crise de acesso à capacidade computacional, mas para um terço delas a infraestrutura está impondo limites críticos. “Vale lembrar que a discussão também não pode ser reduzida à disponibilidade de máquinas. O avanço da IA exige articulação entre energia, data centers, conectividade, processamento, software, segurança, capital e modelos comerciais”, acrescentou Juliano Dantas.

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#estrutura computacional#expansão da IA#inteligência artificial#startups brasileiras

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