Google anuncia o lançamento de tradução de voz em tempo real
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16/12/202521/01/2026

*Foto: Nick Varley com o app/Reprodução Serviço de Reportagem sobre Democracia
Por redação AIoT Brasil
Em 2024, aos 56 anos de idade, o vereador Nick Varley, representante de Kippington nos conselhos distrital e municipal de Sevenoaks, no sudeste da Inglaterra, foi diagnosticado como portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurológica degenerativa que comprometeu sua fala. Inconformado, ele decidiu fazer várias gravações de sua voz, na esperança de que o avanço da tecnologia poderia ajudá-lo no futuro.
E não demorou muito: em 13 de janeiro, menos de dois anos depois do diagnóstico, Varley usou pela primeira vez em público um aplicativo de IA para fazer, com sua voz original, uma pergunta na reunião do Conselho Distrital de sua cidade. “Foi incrível, porque quando você sabe que tem essa doença uma parte de você pensa: ‘minha vida acabou’. E poder continuar a trabalhar, conversar e participar é emocionante”, disse ele, em entrevista à BBC britânica.
Essa proeza foi conseguida por meio de um aplicativo desenvolvido em conjunto pela Motor Neurone Disease Association (MNDA), que apoia pacientes com ELA no Reino Unido, e pela startup californiana ElevenLabs, fundada em 2022 pelos engenheiros poloneses Piotr Dąbkowski e Mati Staniszewski. Com base nas gravações feitas por Varley, os desenvolvedores de software da ElevenLabs treinaram uma IA com aprendizado profundo para produzir uma cópia digital de sua voz, com som natural.
A ELA afeta os nervos presentes no cérebro e na medula espinhal, responsáveis por enviar comandos aos músculos. À medida que esses nervos são danificados, os músculos enfraquecem e enrijecem com o tempo, o que afeta a mobilidade e a independência do paciente.
Embora os dispositivos de comunicação para pessoas com ELA não sejam novidade, a tecnologia de voz com IA representa uma mudança importante. Os dispositivos tradicionais de conversão de texto em fala geralmente dependem de vozes genéricas geradas por computador, que geralmente soam de forma robótica ou estranha. Em contrapartida, a clonagem de voz permite que a maneira de falar do paciente seja preservada e capaz de soar como sendo dele mesmo.
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