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IA monitora o que o Brasil faz para enfrentar o Super El Niño

Ferramenta desenvolvida pelo Instituto Talanoa indica a existência de 48 iniciativas em 11 estados e nas três esferas de governo

14/09/2026Por Ricardo Marques da Silva

IA monitora o que o Brasil faz para enfrentar o Super El Niño
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Hoje, no Brasil, estão sendo desenvolvidas 48 iniciativas em 11 estados e nas três esferas de governo para enfrentar possíveis desastres naturais relacionados ao fenômeno El Niño. Esse balanço foi feito pelo Instituto Talanoa, uma organização independente dedicada às políticas climáticas, que criou uma ferramenta de inteligência artificial para acompanhar o que o Poder Executivo está realizando na área de prevenção de calamidades ambientais.

Chamado de Monitor do El Niño, o painel foi lançado com o apoio de IAs como o Gemini, do Google, e o Claude, da Anthropic, e reúne programas e ações de governos federal, estaduais e municipais que tentam encontrar resposta para os impactos do El Niño no país. É possível filtrar por iniciativa, órgão, estado ou palavra-chave, e Santa Catarina lidera os registros com 18 projetos.

Em entrevista à MIT Technology Review, Liuca Yonaha, vice-presidente do Instituto Talanoa, explicou: “É aliar curadoria humana com tecnologia. O monitor não é automático, não fica buscando a internet. Tudo o que está posto lá foi checado, e as análises são feitas pela nossa equipe”.

Com base em dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a revista do MIT destacou que, até dezembro, o Brasil deverá enfrentar mais seis ondas de calor, como resultado dos efeitos do Super El Niño, que poderá provocar impacto extremo. De acordo com o Instituto Talanoa, é urgente falar das consequências do Super El Niño, pois os cenários são críticos.

Anteriormente, o Talanoa havia criado a IA Noa, que responde a perguntas ligadas à política climática brasileira em linguagem natural e está disponível no site da instituição. A assistente usa uma base de dados composta por documentos publicados pela equipe do Talanoa e é descrita como uma espécie de “IA coletiva, uma forma rápida e amigável de acessar o conhecimento que o instituto acumulou desde a sua fundação, em 2019”.

Agora, com o Monitor do El Niño, espera-se que a divulgação das ações do poder público possa estimular a criação de outros programas nos estados e nos municípios, como os comitês locais que desenvolvem planos de contingência. “Sabendo que a sua prefeitura ou seu estado está de alguma forma se organizando, acho que isso reduz também a sensação de abandono da população. As pessoas ficam sabendo em quem confiar no caso de um alerta, porque existe um protocolo. Acho que fortalece essa relação de confiança entre o poder público e a sociedade”, disse Taciana Stec, especialista em políticas climáticas do Instituto Talanoa.

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#calamidades ambientais#desastres naturais#El Niño#Monitor do El Niño#Super El Niño

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