AiotAiot


IA impulsionará a economia da AL, mas os salários podem cair

Previsão feita pelo BID condiciona o crescimento dos países da região à maneira como empresas e governos vão aplicar a tecnologia

24/09/2026Por Ricardo Marques da Silva

IA impulsionará a economia da AL, mas os salários podem cair
Tamanho fonte

A inteligência artificial tem o potencial de impulsionar a economia da América Latina e do Caribe em 5,1% nos próximos anos, mas os salários podem cair até 20% se os trabalhadores não se adaptarem às novas demandas criadas pela tecnologia. Essa projeção foi feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e deverá ser detalhada em um relatório ainda não divulgado oficialmente, de acordo com o que adiantou a agência de notícias Reuters.

Em uma reportagem publicada na segunda-feira, a Reuters disse que o relatório principal do BID para 2026, previsto para novembro, estima que o PIB regional poderá crescer apenas 0,3% em um cenário de adoção limitada da IA e pequenos ganhos de produtividade. “Os salários poderão aumentar entre 2,3% e 5,3% se os trabalhadores migrarem para empregos em setores em expansão, mas poderão cair entre 13,5% e 20,9%, caso contrário”, acrescentou.

Também foi anunciado um encontro do presidente do BID, Ilan Goldfajn, com líderes regionais e executivos de tecnologia da América Latina na próxima semana para a discussão de temas relacionados à IA e a minerais críticos. Goldfajn defendeu mais financiamento, contratos de compra de longo prazo e proteção de preço mínimo para as cadeias de suprimento de minerais críticos dos países da região e afirmou que o respeito às condições de trabalho e ao meio ambiente deve ser levado em conta nas negociações.

Em 8 de setembro, o BID já havia divulgado um relatório segundo o qual o comércio digital deve impulsionar uma nova onda de crescimento na América Latina e no Caribe, depois que o seu valor quintuplicou nas duas últimas décadas e alcançou quase US$ 90 bilhões. O estudo avaliou como as tecnologias digitais estão transformando o comércio na região e identificou as políticas necessárias para liberar seu potencial e promover expansão e competitividade.

Fabrizio Opertti, gerente do setor de produtividade, comércio e inovação do BID, afirmou: “Para aproveitar o potencial ainda não explorado dos serviços prestados digitalmente, os países da região precisam melhorar a conectividade, modernizar os marcos regulatórios, simplificar e digitalizar os procedimentos de fronteira, reduzir as barreiras de informação por meio de uma promoção comercial mais robusta e fortalecer as capacidades digitais das empresas e dos trabalhadores”.

TAGS

#America Latina#Caribe#comércio digital#economia#salários

COMPARTILHE

Notícias Relacionadas