ChatGPT passa a ter ferramenta de aconselhamento financeiro
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19/05/202609/04/2026

Por Ricardo Marques da Silva
Em 2024, os consumidores perderam mais de US$ 12,5 bilhões em fraudes, e quase 60% das empresas relataram um aumento nos prejuízos causados por golpes nos últimos dois anos, de acordo com o estudo Previsão do Futuro da Fraude em 2026, da Experian. E o que chamou atenção no levantamento foi um paradoxo relacionado à inteligência artificial: a mesma tecnologia que as instituições financeiras usam para se proteger das fraudes está sendo usada como arma pelos golpistas.
Segundo a projeção da Experian, à medida que as organizações investem na integração de agentes de IA capazes de tomar decisões independentes, os criminosos exploram esses mesmos sistemas para desenvolver novas maneiras de realizar fraudes digitais em larga escala, em um ritmo que nenhuma operação humana conseguiria sustentar. A descoberta mais preocupante é o que o relatório chama de “caos entre máquinas”, ou seja, o ponto em que os sistemas de agentes de IA, projetados para realizar transações autônomas em nome dos clientes, tornam-se indistinguíveis dos bots criados pelos fraudadores.
Citada pelo site AI News, Kathleen Peters, diretora de inovação para Fraude e Identidade da Experian na América do Norte, definiu assim o problema: “A tecnologia está acelerando a evolução da fraude, tornando-a mais sofisticada e difícil de detectar. Por isso, as empresas precisam combinar dados diferenciados com análises avançadas e tecnologia de ponta para fortalecer as defesas contra fraudes, proteger os consumidores e oferecer experiências seguras e integradas”.
O estudo indica que o principal desafio é que as interações entre máquinas não possuem uma clara atribuição de responsabilidade. Quando um agente de IA inicia uma transação que se revela fraudulenta, a questão de quem é o responsável permanece sem uma resposta definitiva. A Experian prevê que a ameaça atingirá um ponto crítico em 2026, forçando discussões substanciais no setor a respeito da responsabilidade e da governança da IA ativa nos serviços financeiros.
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