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Anthropic terá escritório no Brasil, diz a Bloomberg

São Paulo deverá abrigar a sede da empresa no país, que é o terceiro maior mercado para a big tech que criou a IA Claude

20/04/2026

Anthropic terá escritório no Brasil, diz a Bloomberg
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Por Ricardo Marques da Silva

A Anthropic, criadora do chatbot de IA Claude, deve montar uma operação própria no Brasil ainda neste ano, em mais um lance na disputa que mantém com a rival OpenAI pelo mercado de inteligência artificial. A informação, divulgada inicialmente pela Bloomberg Línea com base em “fontes familiarizadas com o tema”, ainda não foi confirmada pela empresa.

Fundada em 2021 pelos irmãos Daniela e Dario Amodei, ex-funcionários da OpenAI, e atualmente em uma disputa feroz com o governo de Donald Trump, a Anthropic é avaliada em US$ 61,5 bilhões, com investimentos do Google e da Amazon, e deve instalar seu escritório na cidade de São Paulo a fim de buscar clientes corporativos na América Latina e se aproximar das startups que atuam na região. Segundo as fontes da Bloomberg Línea, já se iniciou a seleção de profissionais para a equipe comercial e pelo menos um executivo foi contratado.

“Nos próximos dias, uma executiva global deverá se reunir com alguns unicórnios e scale-ups em evento no México, de acordo com fontes”, disse a Bloomberg. Ao repercutir a notícia, o site da plataforma de negócios StartSe lembrou que a Anthropic já começa a marcar presença no Brasil de forma estratégica: “A empresa confirmou participação no AI Festival 2026, nos dias 13 e 14 de maio, em São Paulo. É a primeira vez que a Anthropic aparece em um evento brasileiro”, afirmou.

De acordo com a StartSe, a entrada da Anthropic aumenta a competição por clientes enterprise no Brasil, “o que tende a forçar melhores condições comerciais, mais suporte técnico local e maior pressão sobre OpenAI, Google e Microsoft para também fortalecerem suas operações no país, e quem ganha com isso é o comprador”.

Também já há especulações a respeito de quem vai liderar a operação brasileira. Para a StartSe, a escolha vai revelar a estratégia da empresa: se vier alguém com perfil técnico, o foco será em desenvolvedores e times de engenharia; se vier alguém com perfil comercial, o alvo serão os grandes contratos corporativos.

Enquanto isso, a Anthropic aguarda os próximos desdobramentos na batalha nos tribunais que mantém com o governo Trump, que a classificou como um “risco para a cadeia de abastecimento”, rótulo que nunca tinha sido aplicado a uma empresa norte-americana. Trump também ordenou às agências federais que deixassem de utilizar o assistente Claude, depois que a Anthropic se recusou a permitir acesso militar ilimitado ao seu modelo de IA.

Na semana passada, um tribunal de Washington rejeitou o pedido da Anthropic de anulação da classificação de risco, o que representou um golpe importante. Poucos dias antes, a empresa havia vencido uma ação autônoma relacionada às mesmas questões num tribunal de São Francisco, que obrigou a administração Trump a retirar o rótulo.

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#Anthropic#big tech#IA Claude

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