Fábricas de IA: mais do que uma otimização de processos, uma vantagem competitiva
Abordagem cria as condições para que as organizações se antecipem a novas demandas e testem estratégias de forma contínua e controlada
27/01/2026Por Marcio Aguiar28/01/2026Por Marcus Piombo

Entramos em um novo ano que consolida mudanças importantes no ecossistema tecnológico global. Depois de um ciclo marcado por experimentação e curiosidade com a inteligência artificial, 2026 começa com uma dinâmica mais pragmática: tecnologia deixa de ser promessa e passa a ser infraestrutura de negócio.
A discussão já não é sobre “adotar IA”, mas sobre como integrá-la ao core operacional para gerar produtividade, reduzir custos, elevar margens e acelerar a tomada de decisão. Toda vez que a tecnologia avança o suficiente para mover a economia, ela também desloca estruturas inteiras junto com ela.
Esse deslocamento aparece em três vetores claros. O primeiro é infraestrutural. Data centers, aceleração computacional e arquitetura de dados se tornam o novo backbone da economia digital, pressionando a demanda por energia, semicondutores e capacidade computacional. A expansão da IA cria gargalos reais no fornecimento de hardware, reorganizando prioridades entre mercado corporativo e consumo.
O segundo é operacional. A IA evolui rapidamente de assistente para agente. Modelos passam a executar ciclos completos, previsão, decisão e ação, impactando logística, suprimentos, atendimento e desenvolvimento de software. O foco deixa de ser experimentar a tecnologia e passa a ser extrair eficiência. Soluções que aceleram throughput, encurtam fluxos ou elevam o retorno sobre ativos tendem a ganhar prioridade nos investimentos corporativos.
O terceiro é organizacional. A nova etapa da tecnologia exige revisão de processos, integração de sistemas e governança de dados. Processos fragmentados ou fluxos sem padronização limitam o potencial da IA. Não há ganho sustentável sem redesenho operacional. O momento é menos sobre digitalizar e mais sobre aumentar a capacidade produtiva das organizações.
A consequência disso é direta: competitividade passa a depender da habilidade de operar tecnologia em escala, não apenas de adotá-la. Investimentos migram de iniciativas exploratórias para projetos que impactam produtividade e margem. E a disputa por talentos capazes de integrar tecnologia ao negócio torna-se central, arquitetos de dados, engenheiros de plataformas, especialistas em IA e líderes com visão sistêmica.
O avanço da IA e da infraestrutura computacional não deve ser visto apenas como fenômeno tecnológico, mas como sinal de um novo regime competitivo. A diferença entre empresas que gerarão valor em 2026 e aquelas que apenas observarão a transformação estará menos na tecnologia escolhida e mais na capacidade de execução.
Tecnologia, sozinha, não altera margens, não reorganiza processos e não melhora produtividade. O diferencial é conectar inovação ao core, alinhar estratégia, dominar dados e desenvolver equipes capazes de operar esse novo modelo.
2026 será, portanto, menos sobre o que a IA pode fazer e mais sobre quem consegue fazer a IA acontecer. Isso exige visão, disciplina e execução, três atributos que definirão a competitividade na próxima década.
Marcus Piombo é CEO do Grupo Stefanini no Brasil
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