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Por Fabiana Macedo*

Nos últimos anos, duas tecnologias têm chamado a atenção quando o assunto é inovação: a Internet das Coisas e a Inteligência Artificial. Para quem ainda não está familiarizado com esses termos, a primeira delas se refere à tendência de conectar à Internet (que ligava inicialmente computadores e agora é cada vez mais dos smartphones) uma gama enorme de dispositivos (patinetes, roupas, sinalização de trânsito, sistemas de ar condicionado, máquinas industriais, etc). A IoT permite a esses equipamentos acrescentarem novas funções, além de gerar um volume enorme e precioso de informação, capturada por bilhões de sensores espalhados pelo mundo. Segundo estimativa da consultoria Gartner, fecharemos o ano de 2020 com nada menos que 25 bilhões de dispositivos conectados à Internet.

A segunda tecnologia é a Inteligência Artificial. Apesar de não ser um conceito novo, ela se popularizou nos últimos anos com a disseminação de equipamentos acessíveis e que incorporam os recursos de IA, como os smartphones e os assistentes pessoais inteligentes, como o Echo (da Amazon) e o Google Home. Basicamente a inteligência artificial consiste em fazer com que sistemas simulem a inteligência humana. Sua popularização se deve a recursos como o Google Assistente, presente em grande parte dos celulares.

Com ele é possível pedir ao aparelho, apenas com o uso da voz, que diga onde fica o restaurante italiano mais próximo, quanto foi o último jogo do Corinthians ou que trace a melhor rota para chegar ao trabalho. De acordo com a IDC, o mercado de Inteligência Artificial deve ter um crescimento anual de quase 50%, atingindo em 2021 o volume de 52 bilhões de dólares.

Com duas tendências tão promissoras despontando, que tal unir seus recursos? Assim nasceu o que vem sendo chamado de AIoT, ou a Inteligência Artificial aplicada à Internet das Coisas. São tecnologias complementares, que fazem todo sentido. Afinal, um eletrodoméstico que está conectado à internet, por exemplo, ganha funcionalidades surpreendentes se tiver recursos de IA. Na última Consumer Electronics Show, realizada em Las Vegas, por exemplo, a Samsung apresentou uma geladeira que consegue identificar os ingredientes que há dentro dela e que sugere receitas com eles. A ideia com isso é evitar o desperdício de alimentos, que podem ficar esquecidos na geladeira e acabarem estragando.

Na área da indústria, a AIoT surge como o futuro da automação industrial.  Ao unir tecnologias como reconhecimento de voz, machine learning, análise de imagem e processamento de linguagem natural ao dados obtidos por sensores e outros dispositivos de Internet das Coisas, a indústria ganha uma poderosa ferramenta para gerenciamento e tomada de decisão no ambiente de negócios. Ou seja, os dispositivos de IoT coletam as informações e a Inteligência Artificial permite acelerar e até mesmo automatizar as escolhas, com sistemas suficientemente inteligentes para analisar os dados e tomarem as melhores decisões, reduzindo custos e oferecendo maior competitividade.

Pode guardar esta sigla, pois ainda vamos ouvir falar muito da AIoT…

*Fabiana Macedo é CEO da Punto Comunicação, agência especializada em comunicação para clientes das áreas de tecnologia e inovação

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