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24/03/202625/03/2026

Por Ricardo Marques da Silva
A Sony Music solicitou aos serviços de streaming a remoção de mais de 135 mil canções produzidas por golpistas que usam ferramentas de IA generativa para se fazer passar por seus artistas. Classificadas como deepfakes, as falsas composições tiveram como alvo alguns dos principais artistas da gravadora, entre os quais Beyoncé, Bad Bunny, Miley Cyrus, Mark Ronson, Queen e Harry Styles.
De acordo com a Sony, é possível que as 135 mil faixas identificadas até o momento representem apenas uma pequena porcentagem do total divulgado nos serviços de streaming, e o número de músicas geradas dessa forma só tende a aumentar. Dennis Kooker, presidente da divisão digital global da Sony, afirmou: “O problema com os deepfakes é que são um evento impulsionado pela demanda. Nos piores casos, podem prejudicar uma campanha de lançamento ou manchar a reputação de um artista. Os golpistas se aproveitam do fato de um artista estar promovendo sua música, e é aí que os deepfakes mostram seu pior lado. Em última análise, prejudicam o que o artista está tentando realizar”.
A divulgação do pedido da Sony ocorreu durante o lançamento, em Londres, do Relatório Global da Música, produzido pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), que fez um balanço das atividades do setor no ano passado. Taylor Swift foi a artista que mais faturou em 2025 e teve o álbum mais popular do mundo, “The Life of a Showgirl”, e a receita total da música gravada cresceu 6,4% no período, atingindo US$ 31,7 bilhões.
O Brasil ocupa o oitavo lugar neste ranking, que é liderado pelos Estados Unidos, seguindo-se o Japão e o Reino Unido, enquanto a China superou a Alemanha e assumiu a quarta posição. A Europa manteve a segunda posição entre as regiões, com alta de 5,6% em 2025.
Em relação ao uso de IA generativa, Dennis Kooker disse que as novas tecnologias podem ser “incrivelmente benéficas, mas também incrivelmente perigosas”, já que a escala da fraude em streaming deve crescer exponencialmente devido aos avanços tecnológicos: “É por isso que precisamos ser mais objetivos na abordagem desse problema, corrigi-lo e eliminá-lo. Deveria haver, simplesmente, uma política de tolerância zero”, afirmou.
Para que a IA funcione corretamente, Kooker destacou a necessidade de bases sólidas: licenciamento claro, produtos definidos, relatórios transparentes e modelos de remuneração justos que garantam que os artistas sejam pagos. “Sem essas salvaguardas, atividades fraudulentas como treinamento não autorizado com material protegido por direitos autorais, deepfakes e diluição de mercado representam riscos reais para o valor dos criadores”, disse o executivo da Sony Music.
#deepfakes#direitos autorais#fraude em streaming#músicas piratas#Sony

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