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23/03/202622/04/2026

Por Ricardo Marques da Silva
A decisão de um tribunal de Los Angeles, em março, de condenar a Meta e o Google a pagar uma indenização de US$ 6 milhões a uma jovem de 20 anos pode ter um efeito cascata e influenciar centenas de processos semelhantes que estão tramitando nos Estados Unidos. Os jurados concordaram que a moça, identificada apenas como Kaley, tinha razão quando acusou as big techs de terem criado plataformas de mídias intencionalmente viciantes que causaram prejuízo a sua saúde mental.
No caso, estavam em discussão as políticas adotadas nas redes sociais Instagram, Facebook e WhatsApp, que pertencem à Meta, e no YouTube, do Google, e os jurados decidiram que Kaley deveria receber US$ 3 milhões em indenização por danos, mais US$ 3 milhões por danos punitivos, porque as empresas “agiram com malícia, opressão ou fraude” na forma como operavam suas plataformas. A Meta e o Google afirmaram que vão recorrer da decisão do júri, que foi comemorada com entusiasmo por ativistas e grupos de pais e definida como “histórica”.
Com a repercussão do caso, voltaram a ser destacadas na mídia as dezenas de pesquisas que associam o uso excessivo de redes sociais ao declínio da saúde mental e a efeitos cognitivos mensuráveis na atenção, na memória e na concentração que se assemelham ao envelhecimento acelerado. De acordo com a ciência, a reversão desses danos pode ser iniciada por uma medida surpreendentemente simples: fazer uma pausa no uso do celular.
Uma dessas pesquisas tem um título autoexplicativo: “Bloquear a internet móvel em smartphones melhora a atenção sustentada, a saúde mental e o bem-estar subjetivo”. Publicado na revista científica PNAS Nexus, o estudo envolveu 467 participantes com idade média de 32 anos e concluiu que mesmo um curto período de “detox digital” pode produzir resultados impressionantes e até eliminar 10 anos de declínio cognitivo.
Durante 14 dias, os participantes usaram o aplicativo Freedom para bloquear o acesso à internet em seus celulares. Eles podiam fazer ligações e enviar mensagens de texto, transformando um smartphone em um celular comum, e o tempo que ficaram online diminuiu de 314 minutos para 161 minutos. “No final do período, os participantes apresentaram melhoria na atenção sustentada, na saúde mental e no bem-estar autodeclarado”, concluíram os pesquisadores.
Ouvido pelo jornal The Washington Post, Kostadin Kushlev, professor de psicologia na Universidade de Georgetown e um dos autores do estudo, disse que o trabalho surgiu de sua própria experiência, ao perceber que seu smartphone estava comprometendo seu tempo: “Todos nós temos uma relação um tanto problemática com nossos celulares. Essas tecnologias podem interferir em atividades que antes eram interessantes e deixamos de fazer”, explicou.
De acordo com o Washington Post, os benefícios na atenção sustentada foram de magnitude semelhante à de um declínio relacionado à idade ao longo de 10 anos, e o efeito da intervenção nos sintomas de depressão foi maior do que o dos antidepressivos e semelhante ao de uma terapia cognitivo-comportamental. “Depois de alguns dias, mesmo as pessoas que trapacearam e quebraram as regras registraram efeitos positivos da pausa, e em relatórios de acompanhamento depois das duas semanas muitas pessoas relataram que os efeitos positivos persistiram”, disse a reportagem.
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