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10/04/202624/02/2026

*Foto: Líderes do Team Mirai/Creative Commons
Por Ricardo Marques da Silva
Para surpresa dos analistas políticos e dos seus próprios integrantes, o Team Mirai, um partido fundado por engenheiros de software, conquistou 11 cadeiras no Parlamento japonês com a promessa de acelerar o avanço da inteligência artificial e criar empregos de alta tecnologia. Seu líder é o engenheiro e escritor de ficção científica Takahiro Anno, de 35 anos, que defende uma espécie de democracia digital, com uma abordagem “nem de esquerda nem de direita”, e afirmou: “A IA é como fogo. Tudo vai mudar”.
As eleições gerais foram realizadas no dia 8 de fevereiro e o Partido Liberal Democrático (PLD) da primeira-ministra Sanae Takaichi obteve uma vitória esmagadora, conquistando 316 dos 465 assentos da Câmara Baixa. Porém, o que mais chamou atenção foi o desempenho do Team Mirai (algo como Equipe Futuro), que projetava eleger cinco deputados e conseguiu seis a mais, definidos pelo New York Times como “os evangelistas da IA, com a missão de revolucionar o Japão”.
O jornal norte-americano destacou: “O partido surgiu do nada para conquistar impressionantes 11 cadeiras no Parlamento japonês, promovendo chatbots governamentais, ônibus autônomos e outras tecnologias inovadoras. Seus líderes querem usar a tecnologia para tornar o governo mais responsivo e eficiente e para lidar com problemas como a corrupção e a grave escassez de mão de obra no Japão. Eles afirmaram que a economia gerada pela IA poderia ser usada para reduzir as contribuições para planos de previdência e saúde para famílias da classe trabalhadora”.
O uso de chatbots de IA no apoio à elaboração de políticas públicas já vem sendo discutido há algum tempo em países como a Dinamarca e a Inglaterra, até mesmo em programas de partidos políticos, mas nunca houve nada parecido com o que aconteceu no Japão. O Team Mirai, com pouco mais de 2.600 membros registrados, teve um excepcional desempenho principalmente entre os eleitores na faixa dos 40 e 50 anos, e o resultado foi tão surpreendente que surgiram teorias da conspiração sugerindo que o partido faria parte de uma operação influenciada pela China.
Contudo, a vitória nas eleições se deve, basicamente, à mensagem e ao currículo dos candidatos do Mirai, que possuem diplomas de instituições como a Universidade de Tóquio, a Universidade da Califórnia e a London Business School, além de terem trabalhado em empresas como a IBM e a Sony. Para atrair os eleitores, eles argumentaram que a tecnologia pode ajudar a resolver problemas cotidianos como o aumento do custo de vida e destacaram a importância do investimento em pesquisa científica.
Entre outras iniciativas, o partido criou um chatbot para conversar com os eleitores e obter retorno de suas propostas, que incluíram a redução de impostos para famílias com filhos. Até as eleições, segundo o NY Times, o bot de IA havia respondido a quase 39 mil perguntas e recebido mais de 6 mil sugestões.
Agora, enquanto aguardam a posse no Parlamento, os novos deputados do Team Mirai querem convencer o governo a avançar mais rapidamente no desenvolvimento de IA, considerando que o país ainda é superado por países como Estados Unidos e China nessa área. Takahiro Anno disse que algumas pessoas no Ocidente podem ver a IA como uma destruidora de empregos ou uma ameaça, mas isso não acontece no Japão: “Os japoneses não têm medo da IA. Estamos acostumados a fazer coisas com IA”, acrescentou.
#democracia digital#eleição no Japão#engenheiros de software#inteligência artificial#Parlamento japonês#Team Mirai

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